Publicado 24/03/2026 21:40
Rio - A Justiça do Rio determinou que a argentina Agostina Paez, de 29 anos, ré pelo crime de injúria racial contra funcionários de um bar na Zona Sul, continue a usar tornozeleira eletrônica, em audiência realizada nesta terça-feira (24).
PublicidadeAlém do dispositivo, ela continua não podendo sair do Brasil e seu passaporte segue retido. A audiência de instrução aconteceu na 37ª Vara Criminal do Rio. Na sessão, foram ouvidos os depoimentos de sete testemunhas, sendo cinco de acusação e duas de defesa, e o de Agostina.
Após o Ministério Público apresentar os argumentos finais, a Justiça autorizou a entrada de um assistente de acusação no processo. Ele terá cinco dias para apresentar suas alegações. A defesa de Agostina tentou revogar as medidas cautelares, mas o juíz disse que vai se manifestar apenas após as alegações finais do assistente de acusação.
Segundo as investigações da 11ª DP (Rocinha), Paez estava com duas amigas em um bar, na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, no dia 14 de janeiro, quando discordou dos valores da conta e chamou, de maneira ofensiva e depreciativa, um funcionário do estabelecimento de "negro".
Mesmo ao ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, ela dirigiu-se ao caixa do bar e o chamou de "mono" ("macaco", em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.
Em entrevista ao jornal "Mediodía Notícias", do El Trece TV, Paez defendeu das acusações e afirmou que não teve intenção de discriminar e de ser racista. "Jamais. Sou argentina e advogada. A verdade é que foi uma reação emocional. Nunca imaginaria a gravidade. Não só disso, mas de tudo que veio depois", contou.
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