Rio - O Tribunal de Federal de Justiça em São Paulo aceitou o pedido da Polícia Federal e voltou a decretar a prisão preventiva de Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo; Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan; e Raphael Sousa Oliveira, criador do perfil Choquei nas redes sociais. Outros investigados 34 investigados também tiveram as prisões mantidas.
A decisão foi proferida pela 5ª Vara Federal de Santos, na tarde desta quinta-feira (23), horas depois do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Messod Azulay Neto acatar um pedido de habeas corpus e determinar liminarmente a soltura dos citados.
No pedido, a PF alegou que a prisão é necessária para garantir a ordem pública diante da gravidade do caso e do volume de recursos envolvidos.
Eles foram presos no último dia 15, durante a Operação Narco Fluxo. Segundo a PF, o dinheiro ilícito tinha origem em bets, rifas digitais ilegais nas redes sociais e, principalmente, no tráfico de drogas. Para "limpar" os valores, os criminosos repassavam as quantias aos artistas, sob o pretexto de pagamento por publicidade. O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão.
Envolvimento dos funkeiros
De acordo com a Polícia Federal, MC Ryan SP seria o líder e principal beneficiário econômico do esquema. Já Marlon Brendon Coelho Couto Silva, o MC Poze do Rodo teria se vinculado a empresas para auxiliar na circulação desses recursos.
Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei no Instagram e um dos alvos da operação, atuaria como uma espécie de operador de mídia da organização, recebendo altos valores para publicar conteúdos que favoreciam a imagem dos artistas ligados ao esquema.
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