Publicado 05/05/2026 19:32
Rio - A Polícia Federal apontou que o esquema de fraudes em processos de compra de materiais e contratação de serviços na Secretaria de Estado de Educação do Rio (Seeduc) teria movimentado cerca de R$ 2,9 milhões em caixa 2 eleitoral.
PublicidadeSegundo a denúncia, o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, preso por suspeita de vazamento de informações sigilosas sobre a investigação que envolve o ex-deputado estadual TH Joias, teria se articulado com o deputado estadual Thiago Rangel Lima (Avante-RJ), preso nesta terça-feira (5), para direcionar recursos ao financiamento da campanha de sua filha, Thamires Rangel, além de outros candidatos aliados.
De acordo com a investigação, a análise de conversas encontradas no celular de Rangel, apreendido em 14 de outubro de 2024, revelou indícios da estrutura do esquema. As mensagens trocadas entre o parlamentar e Luis Fernando Passos de Souza, apontado como seu operador financeiro, indicam a existência de um sistema organizado para fraudar licitações públicas.
Ainda segundo a PF, os diálogos mostram a intenção de manipular processos licitatórios no âmbito estadual para favorecer empresas previamente combinadas com os investigados. A relação com esse grupo de empresários seria intermediada por Luis Fernando, que atuaria como representante de Rangel nas negociações.
De acordo com a investigação, a análise de conversas encontradas no celular de Rangel, apreendido em 14 de outubro de 2024, revelou indícios da estrutura do esquema. As mensagens trocadas entre o parlamentar e Luis Fernando Passos de Souza, apontado como seu operador financeiro, indicam a existência de um sistema organizado para fraudar licitações públicas.
Ainda segundo a PF, os diálogos mostram a intenção de manipular processos licitatórios no âmbito estadual para favorecer empresas previamente combinadas com os investigados. A relação com esse grupo de empresários seria intermediada por Luis Fernando, que atuaria como representante de Rangel nas negociações.
Ligação com traficante
Ainda de acordo com investigações da Polícia Federal, Rangel teria oferecido cargos na Seeduc ao traficante Arídio Machado da Silva Júnior, conhecido como "Júnior do Beco". Apontado como criminoso de alta periculosidade e réu por crimes como homicídio e tráfico de drogas, ele teria articulado com o parlamentar a indicação de duas pessoas para vagas de auxiliar de serviços gerais.
Operação Unha e Carne
Pela quarta fase da Operação Unha e Carne, policiais federais buscaram cumprir sete mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão no Rio; em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense; e em Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os alvos estavam, além do deputado, Luiz Fernando Passos de Souza; Rui Carvalho Bulhões Júnior; Marcos Aurélio Brandão Alves; Júcia Gomes de Souza Figueiredo; Fábio Pourbaix Azevedo e Vinícius de Almeida Rodrigues.
Segundo a PF, as apurações revelaram um possível esquema de direcionamento das contratações realizadas por escolas estaduais para empresas previamente selecionadas e vinculadas ao grupo investigado.
Além do crime de organização criminosa, os suspeitos poderão responder por peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Ainda há a possibilidade de outros delitos surgirem no decorrer da investigação.
Segundo a PF, as apurações revelaram um possível esquema de direcionamento das contratações realizadas por escolas estaduais para empresas previamente selecionadas e vinculadas ao grupo investigado.
Além do crime de organização criminosa, os suspeitos poderão responder por peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Ainda há a possibilidade de outros delitos surgirem no decorrer da investigação.
O que diz a defesa do deputado
Em nota nas redes sociais, a defesa de Thiago disse que recebeu com surpresa a operação desta terça e que está se inteirando dos fatos, do teor da investigação e das medidas determinadas. "O deputado nega a prática de quaisquer ilícitos e prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação, local próprio para a apuração dos fatos. A defesa ressalta, por fim, que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida", diz o texto.
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