Publicado 11/05/2026 09:58 | Atualizado 11/05/2026 09:58
Rio - A Justiça do Rio realiza, na tarde desta segunda-feira (11), a audiência de instrução e julgamento do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, réu por tentativa de homicídio contra policiais civis. O artista é considerado foragido da Justiça desde o início de fevereiro, após ter a prisão preventiva decretada por descumprimento de medidas judiciais.
PublicidadeAnteriormente, a sessão aconteceria em março, mas foi remarcada. Oruam também responde por ameaça e danos ao patrimônio público, em um episódio ocorrido em julho de 2025. Na ocasião, ele chegou a se entregar à Polícia Civil, tendo sua prisão revogada dois meses depois.
Mesmo quando em liberdade, o rapper teria violado as regras do uso de tornozeleira eletrônica em cerca de 70 ocasiões, por isso foi expedido um novo mandado de prisão contra ele.
Além desse processo, o artista também é alvo de investigações sobre lavagem de dinheiro do Comando Vermelho. Em abril deste ano, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) o denunciou à Justiça, junto com o pai, o traficante Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, a mãe Marcia Gama Nepomuceno, e outras nove pessoas. A denúncia aponta a existência de um esquema estruturado para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas em comunidades do Rio.
Relembre episódio que levou à prisão
De acordo com a Polícia Civil, o rapper atacou o delegado Moysés Santana Gomes e o oficial de cartório da Polícia Civil Alexandre Alves Ferraz ao tentar impedir o cumprimento de um mandado de busca e apreensão contra um adolescente, de 17 anos, que estava escondido em sua mansão, na noite do dia 21 de julho.
A corporação afirma que, no momento da prisão do adolescente, Oruam e mais oito pessoas surgiram na varanda, xingaram e atacaram os agentes com pedras, ferindo um dos policiais. Em seguida, eles desceram e continuaram proferindo insultos e ameaças contra a equipe.
Em 22 de julho, a Justiça do Rio expediu um mandado de prisão contra ele. No mesmo dia, Oruam se entregou. Em seguida, deu entrada na Penitenciária Dr. Serrano Neves, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste, onde ficou até setembro.
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