Ex-governador Cláudio Castro divulgou um vídeo nas redes sociais para rebater as acusações da PF no âmbito da Operação Sem RefinoReprodução de vídeo
Publicado 15/05/2026 23:20
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, usou as redes sociais na noite desta sexta-feira (15) para responder às acusações relacionadas à Operação Sem Refino, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura possíveis irregularidades envolvendo o grupo Refit, empresa associada ao empresário Ricardo Magro, além de suspeitas de favorecimento fiscal e lavagem de dinheiro.
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No vídeo, Castro afirmou que sempre colaborou com as autoridades e disse confiar na legalidade das decisões tomadas enquanto esteve à frente do governo estadual. 
"Quero reafirmar que, assim como fiz em toda a minha vida pública, sobretudo nos anos em que governei o Estado do Rio de Janeiro, me manterei inteiramente à disposição da Justiça para prestar quaisquer esclarecimentos necessários, porque tenho absoluta convicção da lisura de todos os atos por mim praticados no período em que estive à frente do Estado", afirmou.

Castro se defendeu das acusações ao dizer que o Rio de Janeiro teria sido o único estado do país a conseguir recuperar valores bilionários da Refit. De acordo com ele, acordos firmados durante sua administração permitiram o retorno de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. O ex-governador também questionou as suspeitas de favorecimento, afirmando que a cobrança das dívidas demonstra posição contrária a qualquer tipo de privilégio fiscal.
"Sobre a empresa alvo da operação, todos sabem que é uma das maiores devedoras do país e possui passivos com praticamente todos os estados e com a União. Mas adivinhem só, qual é o único estado que conseguiu cobrar impostos devidos por essa empresa? O Estado do Rio de Janeiro. E isso só foi possível graças a um grande esforço nosso para cobrar essa dívida. Conseguimos garantir um acordo que já devolveu mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos", garantiu.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, Castro teria legislado com o objetivo de beneficiar o Grupo Refit após a interdição do parque industrial, em setembro, no desdobramento das operações Cadeia de Carbono e Carbono Oculto. De acordo com a PF, o Programa Especial de Parcelamento de Créditos Tributários do Estado do Rio se moldou aos interesses da empresa e foi publicado cerca de um mês após a interdição.
O ex-governador ainda afirmou que depois de ter ciência do conteúdo da decisão judicial que deu início à Operação Sem Refino, seus advogados vão apresentar ao STF um memorial para contestar a Polícia Federal.
"Após ter acesso à decisão da Justiça, posso afirmar que há algo estranho, muito estranho. No início da próxima semana, meu advogado irá a Brasília, apresentar o memorial dos fatos imputados a mim e esclarecerá as ilações irresponsáveis apresentadas pela autoridade policial", disse.
Veja o vídeo:

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