Publicado 01/06/2026 12:32 | Atualizado 01/06/2026 12:35
Rio - O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior e de Monique Medeiros pelo assassinato do menino Henry Borel - ocorrido em março de 2021 -, entrou na reta final da oitiva das testemunhas, nesta segunda-feira (1º). O oitavo dia do júri foi iniciado com o depoimento do perito Leonardo Huber Tauil, responsável pelo laudo de necropsia da criança.
PublicidadeO Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) espera concluir a fase de depoimentos nesta segunda-feira, com a oitiva das duas últimas testemunhas do processo. No entanto, o cronograma dependerá da duração de cada depoimento. Além de Tauil, será ouvido o médico Jeferson Evangelista Correa, assistente técnico da defesa de Jairinho. Outras testemunhas inicialmente listadas no processo, foram dispensadas pelos advogados, como é o caso da mãe de Monique, Rosângela Medeiros da Costa e Silva, e do psiquiatra do ex-vereador, Hewdy Lobo Ribeiro.
Em seguida, Monique será ouvida. Jairinho será interrogado depois da mãe de Henry, após a defesa dele conseguir uma liminar em habeas corpus que trocou a ordem dos depoimentos. Segundo os advogados, a medida foi necessária para assegurar o direito à ampla defesa e ao contraditório, permitindo que o ex-vereador conheça previamente todas as acusações apresentadas em plenário antes de se manifestar perante os jurados. A expectativa é de que o julgamento siga até quarta-feira (3).
Perito fala sobre erros em laudo
Em depoimento, o perito Leonardo Tauil falou sobre alguns dos erros que constam nos primeiros laudos da morte de Henry, como o trecho que cita os “olhos castanhos” em vez de “olhos azuis” e que o menino estava no “Hospital Municipal Lourenço Jorge” em vez de “Barra D’Or”. Essas características foi alvo de discussões periciais.
A defesa de Jairinho foi a primeira a direcionar as perguntas ao médico. Segundo Taulil, a perícia durou cerca de 40 minutos. De acordo com ele, a cor dos olhos de Henry saiu com a cor errada devido a um erro de digitação, já que havia um documento pré-pronto e ele esqueceu de mudar. O legista afirmou não ter nenhuma dúvida com relação ao laudo.
A causa da morte de Henry foi descrita no documento como hemorragia interna e laceração hepática - ruptura no fígado - por lesões contundentes, causadas por agressões físicas. O perito disse que, na época, chegou a acompanhar uma reprodução simulada na casa do ex-casal.
"Fui perguntado se havia algum móvel que pudesse causar a laceração do fígado. Não encontramos um móvel ou objeto desse tipo", afirmou o médico, descartando a versão de que se tratou de um acidente doméstico.
Monique Medeiros voltou a ser retirada do tribunal após fotos do corpo de Henry serem exibidas. Na última sexta-feira (29), ela deixou o plenário depois de passar mal com as imagens.
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