Fotos revelam partes das aeronaves espalhadas pelo local e a dimensão dos danos causadosÂngela Góes /CBMERJ
Publicado 15/06/2026 16:29 | Atualizado 15/06/2026 17:33
Rio - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) investiga se os helicópteros envolvidos no acidente que matou seis pessoas no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste, realizavam transporte clandestino de passageiros. A tragédia aconteceu na manhã de domingo (14) e não houve sobreviventes.
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Segundo o órgão, a apuração busca verificar se alguma das aeronaves operava em modalidade diferente da autorizada pela Anac, como o transporte remunerado de passageiros (táxi-aéreo), o que configuraria transporte aéreo clandestino.

"O que se pretende identificar é se algum dos helicópteros operava em segmento distinto daquele autorizado pela Anac, como o remunerado (táxi-aéreo), o que caracterizaria transporte aéreo clandestino. Para operar nesse segmento, o piloto e a aeronave devem estar vinculados a uma empresa de táxi-aéreo certificada", informou a agência em nota divulgada nesta segunda-feira (15).

Ainda de acordo com a Anac, as aeronaves PP-MAC e PR-DJJ estavam com a documentação regular para operar na modalidade de aviação privada, destinada ao uso exclusivo do proprietário, operador e convidados. Nessa categoria, não é permitido receber remuneração ou qualquer tipo de compensação financeira de terceiros.
Aeronave foi denunciada antes do acidente
Conforme apurado, a aeronave PP-MAC chegou a ser denunciada, de forma anônima, em 2025, por transporte aéreo clandestino. À época, também foi autuada por recusa de informações à Anac e, por isso, a aeronave foi incluída na lista de monitoramento da unidade de fiscalização.
No entanto, após o acidente, a Agência reforçou que é precipitado fazer qualquer associação entre a modalidade do voo e o acidente.

As causas do acidente são investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão vinculado ao Comando da Aeronáutica. O caso também é apurado pela 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), onde foi registrado inicialmente como homicídio culposo.
Quem são as vítimas
Na primeira aeronave, as vítimas foram identificadas como Alexandre Souza - piloto -, Lucas Frota - passageiro -, Oliver Tree Nickel - passageiro -, Lucas Vignale - passageiro - e Gaspar Prim - passageiro. No segundo helicóptero estava apenas o piloto Charles Marsillac.
O primeiro a ser sepultado foi o produtor musical Lucas Frota. Ele foi cremado nesta segunda-feira (15), no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na Zona Portuária. A cerimônia de despedida aconteceu no salão celestial, no fim da manhã, com a presença de familiares e amigos.
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