- Moradores da Rocinha, na Zona Sul, revelaram o susto ao serem surpreendidos pelo deslizamento provocado pelo rompimento de tubulação de esgoto em meio às chuvas na noite de segunda-feira (15). Com a força da água, lama e destroços bloquearam a Estrada da Gávea, atingindo carros e motos, que ficaram completamente destruídos. Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia
Publicado 16/06/2026 17:02 | Atualizado 16/06/2026 18:57
Rio - Entre segunda-feira (15) e terça-feira (16), em um período de 27 horas, a Rocinha teve mais que o dobro da média histórica de chuva para o mês de junho na região. Das 12h de segunda às 15h de terça, os sensores da Prefeitura do Rio registraram 254,6 milímetros (mm) de chuva na comunidade da Zona Sul.
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O volume é 146,1 mm acima da média para junho (108,5 mm). A série histórica do Alerta Rio, iniciada em 1997, aponta ainda que a chuva do início da semana foi a terceira mais intensa observada pelo pluviômetro da Rocinha em 24 horas.
As três maiores chuvas registradas na Rocinha foram:

– 9 de abril de 2019: 343,4 mm;
– 6 de abril de 2010: 304,6 mm;
– 16 de junho de 2026: 242,2 mm.
Outros cinco bairros da Zona Sul receberam volumes significativos de chuva entre esta segunda e terça. Além da Rocinha, os bairros mais atingidos na região foram Jardim Botânico, Laranjeiras, Vidigal, Urca e Copacabana.
Confira os maiores acumulados de chuva no Rio entre 12h de segunda e 15h de terça:

– 1. 254,6 mm na estação Rocinha;
– 2. 98,4 mm na estação Alto da Boa Vista;
– 3. 97,0 mm na estação Jardim Botânico;
– 4. 82,8 mm na estação Laranjeiras;
– 5. 77,2 mm na estação Santa Teresa.

Sirenes acionadas na Rocinha
De acordo com a Defesa Civil Municipal, às 14h07 desta terça-feira, as sete sirenes localizadas na Rocinha voltaram a ser acionadas em função do alto risco geológico, após os pluviômetros registrarem um acumulado de 188,2 mm de chuva em 24 horas. O primeiro acionamento do Sistema de Alerta e Alarme foi registrado entre 7h17 e 11h40. O volume contínuo de chuva na cidade causa o encharcamento do solo e aumenta o risco de deslizamento de encostas.
Estrada da Gávea segue parcialmente interditada
Após o deslizamento de terra na Rocinha, a Estrada da Gávea segue parcialmente interditada para o trabalho das equipes da Prefeitura do Rio. Até o momento, a Comlurb removeu, aproximadamente, 70 toneladas de terra, com o apoio de 15 caminhões, três pás carregadeiras e 50 garis.

A Rioluz instalou pedestais e projetores adicionais para reforçar a iluminação no local e ampliar a visibilidade da área e para as equipes. Segundo a Fundação Geo-Rio, o órgão vai fazer o levantamento dos serviços necessários para iniciar uma obra de contenção, com implantação de sistema de drenagem.

Equipes da Subprefeitura da Zona Sul, Comlurb, CET-Rio, Geo-Rio, Guarda Municipal e Defesa Civil Municipal permanecem no local.

Na Tijuca, na Zona Norte, também foi registrado deslizamento de terra na Rua São Sebastião, na comunidade do Salgueiro. Nenhum imóvel foi atingido e não houve interdição de via. A Defesa Civil Municipal avalia o local.
Recomendações

A Prefeitura do Rio recomenda à população que tome as seguintes ações preventivas:

– Não se desloque pelas regiões mais afetadas pela chuva;
– Evite áreas sujeitas a alagamentos e/ou deslizamentos;
– Não force a passagem de veículos em áreas alagadas;
– Em casos de ventos fortes e/ou chuvas com descargas elétricas, evite ficar próximo a árvores ou em áreas descampadas;
– Em pontos de alagamento, evite contato direto com postes ou equipamentos que possam estar energizados;
– Evite o contato com a água de alagamentos. A água pode estar contaminada e oferecer riscos à saúde;
– Verifique se há sinais de rachaduras em sua residência. Ao perceber trincas ou abalo na estrutura, acione a Defesa Civil pelo número 199 e evite ficar em casa;
– Moradores de áreas de risco precisam ficar atentos aos alertas sonoros. O acionamento das sirenes indica perigo de deslizamento. As pessoas devem se deslocar para os pontos de apoio estabelecidos pela Defesa Civil municipal. Os locais são informados pelo número 199 ou pelo aplicativo COR.Rio;
– Fique atento às informações divulgadas pelos veículos de comunicação e nas redes sociais do COR;
– Se necessário, use os telefones de emergência 193 (Corpo de Bombeiros) e 199 (Defesa Civil).
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