Publicado 25/06/2026 18:07 | Atualizado 25/06/2026 18:18
Rio - A família da pequena Eduarda Cruz dos Santos Bastos, de 7 anos, acredita que a motivação do crime esteja relacionada ao fato de o pai da menina ser agiota. A criança foi morta com um tiro na cabeça dentro de casa, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
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Em entrevista a O DIA, Thaís Iolanda da Cruz, mãe da criança, contou que ela e o marido, Leandro Abreu, são donos de uma loja de roupas na cidade. Segundo ela, com o lucro do comércio, ele passou a emprestar dinheiro com juros, atividade que a família reconhece como ilegal.
"Meu marido pega dinheiro que vem da nossa loja de roupas e empresta. Nós também acumulamos alguns bens materiais ao longo desses anos. Mas as pessoas veem as nossas conquistas e acham que estamos extorquindo alguém, mas não é verdade. Ele sempre foi trabalhador e começou a emprestar o dinheiro que era dele", afirma Thaís.
Em outro momento, a mãe reconhece que a atividade pode ter contribuído para a tragédia. "Por um erro nosso, porque sabemos que isso não é o correto, veio a consequência, que foi a morte da Eduarda. Só pedimos por justiça nesse momento", desabafa.
Ainda segundo Thaís, após o crime, a família passou a ouvir rumores de que Leandro teria ligação com a milícia, o que ela nega. "Começaram a falar que meu marido era miliciano e levaram isso até chefes de comunidades. Mas não é verdade. Tanto que, quando fomos à delegacia, os policiais viram que não temos nenhum antecedente criminal", diz.
Pai de Eduarda pulou o muro para pedir ajuda
Na madrugada de segunda-feira (22), criminosos pularam o muro, arrombaram o portão e invadiram o imóvel à procura de Leandro. Segundo a família, os invasores usavam roupas semelhantes às do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e se identificavam como policiais.
Assustada com a movimentação, Thaís pediu que o marido pulasse o muro da casa para buscar ajuda. Ela também orientou Eduarda a se esconder no closet, mas a menina acabou atingida por um disparo na cabeça.
"Eles entraram para executar a nossa família. Meu marido estava dentro de casa e eu pedi para ele pular o muro para pedir ajuda. Passou pela nossa cabeça que eles fariam a mesma coisa de três anos atrás, quando outra casa nossa foi invadida e nos fizeram reféns. Mas, dessa vez, eles chegaram atirando. Foram muitos tiros de fuzil. Entraram no quarto e eu gritava muito tentando avisar que o Leandro não estava em casa", lembra Thaís.
Imagens de câmeras de segurança instaladas na residência registraram a ação dos criminosos e estão sendo analisadas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), responsável pelas investigações. Até o momento, ninguém foi preso.
Família foi feita refém há três anos
De acordo com Thaís, a família viveu uma situação semelhante há cerca de três anos. Na época, eles moravam em uma casa alugada quando criminosos invadiram o imóvel e fizeram todos reféns.
"A Eduarda tinha três anos naquela época, e a abordagem foi do mesmo jeito. Arrombaram o portão da casa e começaram a gritar, dizendo que eram policiais civis. Eles pediam dinheiro e queriam saber onde estava a arma do meu marido. Nos fizeram reféns. Apontaram uma arma para a cabeça da Eduarda. Depois que conseguiram o que queriam, nos soltaram", lembra Thaís.
O corpo da menina foi sepultado na terça-feira (23), no Cemitério Municipal de Nova Iguaçu.
"A Eduarda tinha três anos naquela época, e a abordagem foi do mesmo jeito. Arrombaram o portão da casa e começaram a gritar, dizendo que eram policiais civis. Eles pediam dinheiro e queriam saber onde estava a arma do meu marido. Nos fizeram reféns. Apontaram uma arma para a cabeça da Eduarda. Depois que conseguiram o que queriam, nos soltaram", lembra Thaís.
O corpo da menina foi sepultado na terça-feira (23), no Cemitério Municipal de Nova Iguaçu.
Bispo lamenta morte de menina
A criança era aluna do Colégio Sagrada Família, instituição de ensino mantida pela Adm. Apostólica Pessoal São João Maria Vianney em Rodilândia, Nova Iguaçu. Nas redes sociais, a Diocese do município prestou solidariedade aos familiares e amigos.
"Há dores que nenhuma família deveria conhecer. Há ausências que nenhuma comunidade deveria experimentar. Diante da morte da pequena Eduarda Cruz, unimo-nos em oração e solidariedade aos seus familiares, amigos, colegas e educadores. Em meio à tristeza e à indignação que uma perda como essa provoca, renovamos nosso compromisso com a defesa da vida, especialmente da vida das crianças. Que o Deus da consolação acolha E. em seus braços e fortaleça todos os que hoje choram sua partida", lamentou.
"Há dores que nenhuma família deveria conhecer. Há ausências que nenhuma comunidade deveria experimentar. Diante da morte da pequena Eduarda Cruz, unimo-nos em oração e solidariedade aos seus familiares, amigos, colegas e educadores. Em meio à tristeza e à indignação que uma perda como essa provoca, renovamos nosso compromisso com a defesa da vida, especialmente da vida das crianças. Que o Deus da consolação acolha E. em seus braços e fortaleça todos os que hoje choram sua partida", lamentou.
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