Publicado 26/06/2026 17:31 | Atualizado 26/06/2026 18:17
Rio - Os moradores dos imóveis vizinhos à casa que desabou na comunidade Praia da Rosa, no Tauá, na Ilha do Governador, foram autorizados a retornar às residências nesta sexta-feira (26). A liberação ocorreu após uma nova vistoria da Defesa Civil, que não identificou risco iminente de novos desabamentos na região.
PublicidadeA medida foi anunciada um dia após a tragédia que matou as irmãs Vitória Aleixo Leandro de Melo, 11 anos, e Agatha Aleixo Leandro de Melo, 4. As duas crianças estavam no imóvel que desabou na manhã de quinta-feira (25).
Segundo o subprefeito das Ilhas, Rodrigo Toledo, equipes da Defesa Civil, da Secretaria Municipal de Infraestrutura, da Comlurb e da Conservação permaneceram mobilizadas desde os primeiros momentos após o acidente.
"A gente passou a madrugada inteira fazendo todo o trabalho de limpeza dos escombros. A Defesa Civil concluiu a avaliação técnica e o local onde ocorreu o desabamento permanece interditado, mas os imóveis do entorno foram vistoriados e liberados", afirmou.
De acordo com os órgãos municipais, seis residências próximas passaram por inspeção detalhada. Os técnicos encontraram apenas danos pontuais, sem comprometimento estrutural que justificasse a manutenção da interdição.
Ao longo desta sexta-feira, máquinas e equipes concluíram a retirada dos escombros do imóvel. A área onde ficava a construção permanece isolada para garantir a segurança dos moradores e permitir o avanço das investigações sobre as causas do desabamento.
Enquanto a rotina começa a ser retomada na comunidade, familiares e amigos se despediram de Vitória e Agatha. As irmãs foram veladas e sepultadas no Cemitério da Cacuia, também na Ilha, em uma cerimônia marcada pela emoção e pela comoção dos moradores da Praia da Rosa.
As duas crianças estavam sozinhas em casa quando a construção veio abaixo. O desabamento ocorreu no momento em que o pai, Anderson Mello, havia saído para trabalhar, enquanto a mãe, Renata Aleixo, retornava do turno noturno como técnica de enfermagem.
As circunstâncias que provocaram o desabamento ainda são apuradas pela Defesa Civil e pelos órgãos responsáveis.
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