Familiares e amigos se despedem de irmãs mortas em desabamento na Ilha do GovernadorÉrica Martin / Agência O Dia

Familiares, amigos, colegas de escola e moradores da comunidade Praia da Rosa se reuniram nesta sexta-feira (26) para o velório das irmãs V. A. L. de M, de 11 anos, e A. A. L. de M, de 4 anos, vítimas do desabamento de uma casa de três andares na Ilha do Governador. O sepultamento aconteceu por volta de 14h30, no Cemitério do Cacuia.
A tragédia aconteceu na manhã de quinta-feira (25), na comunidade Praia da Rosa, no bairro Tauá. As duas crianças estavam sozinhas em casa quando o imóvel foi ao chão. O desabamento ocorreu no momento em que o pai, Anderson Mello, saiu para trabalhar e a mãe, Renata, retornava do turno noturno como técnica de enfermagem.
A comoção tomou conta do cemitério desde o início do velório. Muito abalados, os pais das meninas recebem o apoio de parentes e amigos. Um ônibus foi disponibilizado para levar moradores da comunidade ao local da cerimônia. Bombeiros que participaram do resgate também participaram da cerimônia de despedida.

A morte das meninas provocou forte repercussão na comunidade escolar. Uma das vítimas estudava no Colégio Notre Dame, onde era aluna da Educação Infantil. Funcionários da instituição compareceram ao velório para prestar solidariedade à família.

“Ela era uma menina muito querida, alegre e feliz, como tantas outras crianças. Vamos sentir muita saudade. Ela era preciosa para nós e continuará sendo”, afirmou a irmã Odila Roseto, de 76 anos, integrante da Congregação Notre Dame e funcionária da escola.
A idosa Sandra Maria da Costa disse que sua neta estudava no mesmo colégio que uma das meninas e, por isso, sempre a via com a irmã e a mãe por lá.

"O que aconteceu com essas meninas foi muito triste, comoveu toda a comunidade, a redondeza, aliás, toda a ilha se comoveu com essa tragédia, as meninas tão pequenas, tanta vida ainda pela frente, e aconteceu uma tragédia dessa", contou.

Em nota publicada nas redes sociais, o colégio lamentou a perda da estudante e descreveu a menina como uma criança de “bondade, ternura e luz”. A instituição informou que toda a comunidade escolar está em oração pela família.
Os corpos foram sepultados ao som de fogos de artifício e louvores. Muito abalado, Anderson ajudou a colocar os caixões nas gavetas e os acariciou, como forma de se despedir das filhas. Após as falas de um pastor, os pais das crianças se abraçaram e choraram copiosamente. A soltura de balões brancos marcou o fim da cerimônia, sob forte comoção.