Com o traficante capturado foram apreendidas uma pistola, com dois carregadores, material entorpecente e um rádio comunicador Divulgação
Publicado 24/07/2026 09:01
Rio - Agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e da 96ª DP (Miguel Pereira) realizam, nesta sexta-feira (24), mais uma operação na comunidade do Muquiço, na Zona Norte, para localizar os responsáveis pela morte do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, assassinado durante um ataque a tiros no dia 8 de julho, na Avenida Brasil.
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Durante a ação, as equipes foram atacadas pelo traficante Paulo Roberto Barreto da Silva, conhecido como PL ou Arcanjo, um dos investigados. Houve confronto, e o criminoso foi baleado, sendo encaminhado ao Hospital Estadual Carlos Chagas, onde não resistiu aos ferimentos e morreu.


Com ele, as equipes apreenderam uma pistola com dois carregadores, drogas e um rádio comunicador utilizado para monitorar a movimentação das forças de segurança. Durante as diligências, os policiais também localizaram uma central clandestina de internet.

De acordo com as investigações, PL possuía uma extensa ficha criminal e costumava se exibir armado nas redes sociais. Em uma das publicações, aparecia "dormindo" com um fuzil sobre a cama. Diante dos fatos, ele foi autuado em flagrante e, após receber alta médica, será encaminhado ao sistema prisional.
Ao RJTV1, da TV Globo, o delegado Willians Batista, titular da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, informou que oito homens, incluindo Paulo, já foram presos desde o dia do crime.

"Nós já temos alguns identificados, não vamos divulgar nem nome, nem a quantidade exata para não atrapalhar a continuidade das investigações. É importante frisar que oito homens, contando com o PL de hoje, já foram presos e um adolescente apreendido desde que o crime aconteceu, tendo ligação direta ou não com a morte do nosso colega policial civil", explicou.
O delegado frisou ainda que o traficante preso nesta sexta (24) estaria envolvido diretamente na emboscada que matou o agente.

"O PL é um narcoterrorista daquela comunidade do Muquiço, do Terceiro Comando Puro (TCP). Ele é extremamente violento e tem um vasto histórico criminal. Hoje, ele reagiu mostrando essa violência que é característica dele, e nós temos diversas fontes que mostram que ele foi um dos responsáveis pela emboscada que causou a morte do nosso colega", acrescentou.

Esta é a segunda operação realizada em menos de uma semana para prender os envolvidos na morte do policial.
Entenda o caso
Carlos Alberto morreu depois de ser atingido na cabeça durante um ataque a uma viatura descaracterizada na Avenida Brasil, na altura de Guadalupe, Zona Norte, no último dia 8. Mesmo baleado, o agente ainda conseguiu conduzir o veículo, atravessar a via expressa e buscar socorro de colegas que passavam pelo local.
Além dele, a também policial civil Julieli da Conceição Brandt, de 39 anos, acabou atingida na perna. Ela passou por cirurgia no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste, e recebeu alta quatro dias depois.
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