Operação no Muquiço mira envolvidos na morte de policial civil
Agente estava em uma viatura descaracterizada quando foi atacado por criminosos na Avenida Brasil; Dois homens foram presos
Equipes do DGHPP e da Core, da Polícia Civil, a postos em um dos acessos da favela do Muquiço, na Avenida Brasil, na altura de Guadalupe - Érica Martin
Equipes do DGHPP e da Core, da Polícia Civil, a postos em um dos acessos da favela do Muquiço, na Avenida Brasil, na altura de GuadalupeÉrica Martin
Rio - Agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) realizaram, nesta segunda-feira (20), uma operação na comunidade do Muquiço, na Zona Norte, para localizar envolvidos e checar informações de inteligência relacionadas ao ataque que resultou na morte do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, no início deste mês.
Durante as ações policiais, um homem foi preso em flagrante por receptação de celular e um outro suspeito foi preso por associação para o trafico de drogas. Um menor também foi apreendido. Os agentes também encontraram uma granada, um rádio comunicador e quatro máquinas caça-níqueis.
A ação contou com o apoio de todas as unidades do Departamento-Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). "A Polícia Civil reforça que ataques contra seus agentes representam um ataque ao Estado e que todos os envolvidos serão identificados, localizados e responsabilizados", disse a instituição em comunicado.
Relembre o caso
Carlos Alberto morreu depois de ser atingido na cabeça durante um ataque a uma viatura descaracterizada na Avenida Brasil, na altura de Guadalupe, Zona Norte, no último dia 8. Mesmo baleado, o agente ainda conseguiu conduzir o veículo, atravessar a via expressa e buscar socorro de colegas que passavam pelo local.
A região tem como principal líder criminoso Bruno da Silva Loureiro, de 43 anos, conhecido como Coronel do Muquiço. Ele foi preso em junho deste ano no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, onde estava internado para tratar uma infecção. O criminoso possui anotações por homicídio, tráfico de drogas e lesão corporal, sendo considerado de altíssima periculosidade pelas forças de segurança.
Outro nome que exerce liderança e que pode ter coordenado o ataque aos policiais é Carlos Eduardo Barros de Oliveira, conhecido como Grisalho. Oriundo do Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio, ele também é apontado pelas autoridades como integrante de uma quadrilha especializada em roubos de carga. Contra ele há 14 mandados de prisão em aberto, um deles por homicídio.
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