Erick Otávio de Araújo estava escondido em um sítio no Espírito SantoReprodução
Publicado 28/07/2026 11:47 | Atualizado 28/07/2026 11:54
Rio - A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (28), o suspeito de matar a ex-companheira Ana Carla da Silva Gadelha, de 38 anos, com tesouradas no pescoço, em São Gonçalo, na Região Metropolitana. Erick Otávio de Araújo, o Bebezão, foi encontrado escondido em um sítio no interior do Espírito Santo.
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Contra ele, agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), com apoio de equipes da Polícia Civil do Espírito Santo, cumpriram um mandado de prisão temporária. Erick era foragido da Justiça desde junho.
O crime ocorreu no dia 13 do último mês, na residência da vítima, na Rua Carlos Prestes, no bairro Jardim Catarina. Ana foi assassinada na frente das filhas, de 5 e 7 anos, que são frutos do relacionamento com o suspeito. O casal ficou cerca de 13 anos juntos, mas havia se separado dois anos antes do feminicídio.
De acordo com investigações, Erick utilizou as filhas para se aproximar de Ana na data da execução. Durante o encontro, ele teria tomado o celular da vítima e iniciado uma discussão motivada por ciúmes. Em seguida, deu diversos golpes de tesoura no pescoço da ex-mulher, fugindo logo depois.
Segundo a DNHSG, o homem não aceitava o fim do relacionamento. A apuração identificou que ele tinha um histórico de agressões e de comportamento possessivo, inclusive controlando a rotina da ex, restringindo o convívio dela com familiares e a acusando de se relacionar com outras pessoas.
A DHNSG descobriu que Ana chegou a relatar à pessoas próximas que foi obrigada pelo então companheiro a tatuar o rosto dele em uma das pernas, embora não desejasse fazer o procedimento. Os maus-tratos e as agressões seriam tão constantes que a vítima precisou deixar a própria residência, em diversas ocasiões, para preservar sua integridade física.
A corporação informou que Erick já cumpriu pena de 19 anos de prisão por tráfico de drogas e outros crimes. Além disso, ele era integrante da facção Amigos dos Amigos (ADA).
A reportagem ainda não localizou a defesa do suspeito. O espaço está aberto para eventual manifestação.
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