Policiais cumpriram nove mandados de busca e apreensão na Baixada e na capitalReprodução
Publicado 07/08/2026 08:25 | Atualizado 07/08/2026 08:31
Rio - A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta-feira (7), uma operação para desarticular uma organização criminosa investigada por envolvimento em fraudes com veículos de uma grande empresa de locação. Ao todo, nove mandados de busca e apreensão são cumpridos em endereços no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense. A ação é realizada por agentes da 41ª DP (Tanque), com apoio de outras unidades do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC).
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Segundo as investigações, o grupo alugava veículos por meio de uma empresa de fachada para clonar e revender os carros. Parte dos automóveis apresentava sinais identificadores, como chassi e motor, adulterados.

As apurações começaram em janeiro deste ano e apontam que a organização tinha uma divisão de tarefas. Uma empresa era aberta em nome de um "laranja" e utilizada para firmar dezenas de contratos de locação. Integrantes também recrutavam pessoas por meio de anúncios em redes sociais para retirar os veículos na locadora. Os carros eram posteriormente repassados a agências e intermediários, que os colocavam novamente à venda.

De acordo com a Polícia Civil, o esquema também utilizava contas bancárias de terceiros e uma segunda empresa de fachada para receber e distribuir os valores obtidos com a comercialização dos veículos. A prática teria como objetivo dificultar o rastreamento do dinheiro e ocultar a origem dos recursos.

As investigações apontam ainda que um adolescente de 16 anos teria sido aliciado para emprestar sua conta bancária ao grupo. A participação do menor é considerada pela polícia como um dos elementos que podem agravar a responsabilização dos adultos envolvidos.

A polícia afirma que compradores e comerciantes poderiam ser prejudicados pelo esquema, já que os veículos comercializados poderiam apresentar pendências contratuais ou adulterações nos sinais identificadores. Nesses casos, os compradores poderiam enfrentar dificuldades para regularizar os automóveis e perder o bem adquirido.

Durante a operação, os agentes buscam documentos, dispositivos eletrônicos, dinheiro em espécie e outros elementos que possam contribuir para o avanço das investigações e para a identificação de outros suspeitos, incluindo possíveis mandantes ainda não identificados.

O nome da operação faz referência ao personagem da mitologia nórdica Loki, associado ao engano e à dissimulação, em alusão à forma como, segundo as investigações, os suspeitos utilizavam empresas de fachada, identidades de terceiros e adulterações para ocultar a origem dos veículos e dos valores movimentados.
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