Publicado 11/08/2026 18:46
Rio - Evelyn Lopes dos Santos e Carlos Alexsandro da Silva de Oliveira foram presos nesta terça-feira (11), suspeitos de envolvimento na morte da própria filha, Ariella Vitória Lopes de Oliveira, de apenas 1 ano e 9 meses. A criança morreu em outubro de 2025, no Caju, na Zona Norte do Rio. Segundo as investigações, ela era submetida a uma rotina de violência e maus-tratos dentro de casa.
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Os mandados de prisão foram cumpridos por policiais civis da 24ª DP (Piedade), em ação conjunta com a 17ª DP (São Cristóvão) , após um trabalho de investigação e inteligência para localizar o casal.
Segundo a Polícia Civil, testemunhas e moradores da região relataram ter ouvido com frequência gritos, ameaças, xingamentos e choros de crianças vindos da residência onde a família morava. Também foram relatados barulhos de impactos contra a parede que separava os apartamentos.
Ainda de acordo com as investigações, Ariella e o irmão, Enzo, teriam sido vistos anteriormente com apresentando sinais de lesões pelo corpo. A menina tinha hematomas e ferimentos visíveis, inclusive na região do rosto.
Morte da criança
Ariella morreu na madrugada de 19 de outubro de 2025. Segundo a investigação, os responsáveis teriam percebido que a criança não se movimentava por volta das 2h e só então buscaram ajuda de vizinhos, que auxiliaram no encaminhamento da menina ao Hospital Estadual Anchieta, no Caju.
A criança chegou à unidade em parada cardiorrespiratória. Durante o atendimento, os profissionais identificaram sinais de trauma e diferentes lesões, incluindo escoriações em processo de cicatrização, um abaulamento na região parietal direita e sangue coagulado na região auricular.
Apesar do atendimento, o óbito foi constatado por volta das 3h. O exame de necropsia e outros elementos médico-legais passaram a integrar a investigação. Segundo a polícia, algumas das lesões encontradas seriam compatíveis com ação violenta — e não com um impacto acidental de baixa intensidade.
Outros relatos de violência
As investigações também apontaram possíveis episódios de violência contra outros filhos do casal. Em um procedimento separado, Evelyn é investigada pela suspeita de ter queimado a mão do menino, então com 8 anos, utilizando uma colher aquecida. Segundo a apuração, posteriormente o menino teria sido impedido de frequentar a escola para evitar que a lesão fosse identificada.
Também foram reunidos relatos de que crianças da família permaneceriam desacompanhadas nas ruas e utilizariam transporte coletivo sozinhas. Os investigadores ainda apuram relatos de uso frequente de bebidas alcoólicas e entorpecentes pelos responsáveis.
Investigação
A Polícia Civil informou que a morte de Ariella passou a ser investigada em um contexto mais amplo de possíveis maus-tratos e violência reiterada contra as crianças da família.
Os investigadores também localizaram publicações feitas pela mãe nas redes sociais após a morte da menina, relacionadas a atividades sociais e consumo de bebidas. O conteúdo foi incluído no trabalho de levantamento de informações, mas, segundo a própria polícia, as postagens, isoladamente, não permitem determinar o estado emocional da investigada ou eventual ausência de remorso.
Acusados de tortura e homicídio qualificado, Evelyn e Carlos foram presos e encaminhados para os procedimentos de polícia judiciária. Eles permanecem à disposição da Justiça. Além desse caso, um inquérito apura o crime de tortura praticado, em tese, pelo casal contra outros dois filhos menores, um menino de 8 anos e uma menina de 2. A denunciada também seria mãe de outra criança, de 6 anos.
Os mandados de prisão foram cumpridos por policiais civis da 24ª DP (Piedade), em ação conjunta com a 17ª DP (São Cristóvão) , após um trabalho de investigação e inteligência para localizar o casal.
Segundo a Polícia Civil, testemunhas e moradores da região relataram ter ouvido com frequência gritos, ameaças, xingamentos e choros de crianças vindos da residência onde a família morava. Também foram relatados barulhos de impactos contra a parede que separava os apartamentos.
Ainda de acordo com as investigações, Ariella e o irmão, Enzo, teriam sido vistos anteriormente com apresentando sinais de lesões pelo corpo. A menina tinha hematomas e ferimentos visíveis, inclusive na região do rosto.
Morte da criança
Ariella morreu na madrugada de 19 de outubro de 2025. Segundo a investigação, os responsáveis teriam percebido que a criança não se movimentava por volta das 2h e só então buscaram ajuda de vizinhos, que auxiliaram no encaminhamento da menina ao Hospital Estadual Anchieta, no Caju.
A criança chegou à unidade em parada cardiorrespiratória. Durante o atendimento, os profissionais identificaram sinais de trauma e diferentes lesões, incluindo escoriações em processo de cicatrização, um abaulamento na região parietal direita e sangue coagulado na região auricular.
Apesar do atendimento, o óbito foi constatado por volta das 3h. O exame de necropsia e outros elementos médico-legais passaram a integrar a investigação. Segundo a polícia, algumas das lesões encontradas seriam compatíveis com ação violenta — e não com um impacto acidental de baixa intensidade.
Outros relatos de violência
As investigações também apontaram possíveis episódios de violência contra outros filhos do casal. Em um procedimento separado, Evelyn é investigada pela suspeita de ter queimado a mão do menino, então com 8 anos, utilizando uma colher aquecida. Segundo a apuração, posteriormente o menino teria sido impedido de frequentar a escola para evitar que a lesão fosse identificada.
Também foram reunidos relatos de que crianças da família permaneceriam desacompanhadas nas ruas e utilizariam transporte coletivo sozinhas. Os investigadores ainda apuram relatos de uso frequente de bebidas alcoólicas e entorpecentes pelos responsáveis.
Investigação
A Polícia Civil informou que a morte de Ariella passou a ser investigada em um contexto mais amplo de possíveis maus-tratos e violência reiterada contra as crianças da família.
Os investigadores também localizaram publicações feitas pela mãe nas redes sociais após a morte da menina, relacionadas a atividades sociais e consumo de bebidas. O conteúdo foi incluído no trabalho de levantamento de informações, mas, segundo a própria polícia, as postagens, isoladamente, não permitem determinar o estado emocional da investigada ou eventual ausência de remorso.
Acusados de tortura e homicídio qualificado, Evelyn e Carlos foram presos e encaminhados para os procedimentos de polícia judiciária. Eles permanecem à disposição da Justiça. Além desse caso, um inquérito apura o crime de tortura praticado, em tese, pelo casal contra outros dois filhos menores, um menino de 8 anos e uma menina de 2. A denunciada também seria mãe de outra criança, de 6 anos.
A reportagem O DIA não localizou a defesa do casal. O espaço segue aberto.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Marlucio Luna
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