Maycon Lucas foi preso na casa da namorada em Guaratiba, Zona Oeste do RioDivulgação PCRJ
De acordo com a delegada da Draco, Luciana Fonseca, dois mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra o investigado. As investigações de homicídio e roubo já haviam sido concluídas.
“Ambos os mandados referiam-se a prisões preventivas decretadas no âmbito de procedimentos cujas investigações já se encontravam encerradas, sendo um deles relacionado à prática do crime de roubo e o outro à prática de homicídio qualificado”, explicou Luciana.
Ataque contra policial penal
O caso ocorreu em 24 de março, em Campo Grande. Segundo as investigações, o policial penal Sérgio de Oliveira Carrio percebeu um grupo de homens em um posto de combustíveis e tentou realizar uma abordagem. Os suspeitos fugiram e abandonaram uma motocicleta no local. Posteriormente, os agentes constataram que o veículo era roubado.
Horas depois, por volta das 17h40, integrantes do grupo teriam retornado para tentar recuperar a motocicleta. Entre os investigados estavam Maycon Lucas Miranda Lara, o “Boquinha”, e Patrick Gonçalves de Souza.
Durante o confronto, o policial penal recebeu disparos e ficou gravemente ferido. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Rocha Faria, onde precisou passar por cirurgia.
Na troca de tiros, Yan Patrick Moreira da Silva também foi baleado e morreu no local.
Na ocasião, policiais apreenderam armas, munições, celulares e objetos que, segundo a investigação, ajudaram na identificação dos envolvidos.
Além da investigação sobre o ataque ao policial penal, Maycon é apontado pela Polícia Civil como integrante da milícia que atua na Zona Oeste e como envolvido recorrente em roubos de veículos e estabelecimentos comerciais.
Segundo a corporação, já havia contra ele um mandado de prisão relacionado a roubo de veículo. A investigação aponta ainda que o criminoso utilizava a área de influência da milícia para se esconder e dificultar sua localização.
A captura ocorreu após policiais analisarem informações de inteligência sobre integrantes da milícia e identificarem o endereço usado por Maycon em Guaratiba.
As investigações continuam para esclarecer a participação de outros envolvidos no ataque ao policial penal e verificar o possível envolvimento do preso em outros crimes cometidos na Zona Oeste.

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