Delegada Maíra Rodrigues, da 40ª DP (Honório Gurgel)Reginaldo Pimenta / Agência O DIA
“Ela nos procurou para relatar que ele, insatisfeito com o posicionamento dela em relação à condução da criação das crianças, teria a ameaçado publicamente, oferecendo uma recompensa de R$ 500 para quem tivesse o interesse em espancar a ex-mulher, como uma forma de punição por ela não ter adotado o comportamento que ele queria”, conta a delegada.
Além da divulgação da recompensa, Douglas também teria usado as redes sociais para ostentar armas de fogo para intimidar a vítima. Após isso, a polícia entrou com um pedido de medida protetiva, aceito pela Justiça do Rio.
Mesmo depois de ter conhecimento formal sobre a medida, Douglas teria voltado a procurar pela ex-mulher. Na semana passada, ele entrou em contato novamente com a vítima, através de uma terceira pessoa, alegando que queria conversar sobre o orçamento da festa das filhas.
Quando o homem descobriu que ela estava grávida de outro relacionamento e não poderia dividir as contas da comemoração, voltou a ameaçá-la. Segundo a delegada, Douglas chegou a dizer que estava próximo à casa da ex-mulher e que poderia “estourar a cara dela” a qualquer momento.
“Em razão dessa nova ameaça e do descumprimento, ela retornou à delegacia e diante desse cenário, nós entendemos que não era um caso de condução normal de uma investigação, a gente precisava tratar aquilo como prioridade, porque o risco era evidente. Nós conseguimos reunir todos os elementos, indiciar ele e enviar para a Justiça. Outras medidas protetivas foram deferidas”, diz a delegada.
Quando soube da nova medida, Douglas teria, novamente, procurado a ex-mulher para debochar dela e fazer outras ameaças, inclusive a chamando de “Maria Fórum”. A polícia, então, fechou o inquérito e conseguiu que ele fosse denunciado pelo Ministério Público.
O homem, que já tinha condenação anterior por lesão corporal praticada contra a mesma vítima em contexto de violência doméstica, foi preso pelos crimes de ameaça, injúria e descumprimento de medidas protetivas de urgência, na forma da Lei Maria da Penha.
O DIA não localizou a defesa de Douglas Patrick Pereira da Silva. O espaço segue aberto para manifestações.

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