Familiares e amigos acompanharam o cortejo de Rosyane Melo de SouzaCarlos Elias Junior/ Agência O Dia
Publicado 18/08/2026 13:20
Rio - Sob forte comoção, familiares e amigos se despediram de Rosyane Melo de Souza no Cemitério São Francisco Xavier (Caju), na Zona Portuária, nesta terça-feira (18). Ela morreu aos 43 anos após ser atingida pela roda de um ônibus do BRT, que se desprendeu do veículo.
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Os entes queridos deram o último adeus à Rosyane no velório e também acompanharam o cortejo. O corpo foi sepultado às 14h30. Ao O DIA, o irmão da vítima, Rogério Melo, lamentou a perda, ressaltando que muitos sonhos foram interrompidos.
"[Ela era] cheia de vida. [Tinha] projetos, planos, não desistia nunca. Ela saiu de casa para ver uma casa. [Tinha] planos de casar, de trabalho, de filhos. E do nada uma coisa dessa aconteceu e deixou todos nós muito abalados."
Rogério também contou que a irmã era perseverante. "Nós tínhamos planos com ela, [...] e uma coisa dessa acontece e [agora temos que] refazer os planos sem ela. [...] Ela era uma pessoa que a gente brincava e falava: 'Rosyane que vai enterrar todos nós'. Por ser uma pessoa guerreira, que não desistia nunca. [E aconteceu] uma fatalidade dessa", disse.
O pai de Rosyane, Marcos Santana de Souza, veio de São Paulo para se despedir. "Ela deixa muita saudade, porque foi a minha primeira filha mulher, certo. E ela era muito trabalhadora e esforçada. [...] Era para a gente se encontrar no final do mês. Eu falei: 'Filha, eu vou aí te encontrar'. Mas a fatalidade não deixo."
Marido da vítima, Luís Guilherme de Souza alegou que uma representante da Mobi-Rio, responsável pelo BRT, esteve presente no velório pedindo "desculpas". Ele, no entanto, cobrou mais respostas. "A assessora [da empresa] está aí pedindo desculpa ao pessoal, mas veio sem nada, sem nenhum documento falando o que eles estão fazendo, [informando sobre] perícia ou [mostrando] o que eles estão fazendo para saber o motivo de dez parafusos soltarem e matar uma mulher". afirmou ele.

Segundo Luís, a perícia não foi feita no local do acidente. "Até hoje a perícia não foi feita. Ela [assessora] falou na minha cara que a polícia não quis fazer. Eu que tenho que ir lá na polícia falar com eles? [...] É inaceitável ela vir aqui e só pedir desculpa sem nenhuma prova na mão. [...] Eu não estou falando de dinheiro, não. [...] [Falo de] uma explicação básica."
A MOBI-Rio informou que a perícia foi realizada na garagem da empresa e que está colaborando integralmente com a autoridade policial para o esclarecimento dos fatos.
De acordo com a Polícia Civil, a perícia foi feita no local e outras diligências estão em andamento para apurar os fatos. O caso foi registrado na 41ª DP (Tanque).
Relembre a morte
Rosyane foi atingida pela roda próximo à estação Tanque, no corredor Transcarioca, Zona Sudoeste, na tarde de domingo (16). Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, na mesma região. Na unidade de saúde ela chegou a passar por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

Em nota, a Mobi-Rio se pronunciou sobre o caso. "A companhia está prestando assistência à família e está apurando as causas do acidente".
* Colaborou Carlos Elias Junior
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