Cláudio Rafael Landeiro Moreira tinha 37 anos e foi assassinado após ser confundido com ladrãoReprodução/Redes sociais
Publicado 19/08/2026 19:45 | Atualizado 19/08/2026 19:52
Rio — A dor de perder um irmão de forma brutal se mistura à busca por respostas na família de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, conhecido como Bart, de 37 anos. Ele morreu após ser espancado em Copacabana, na Zona Sul, depois de ser confundido com um ladrão. Enquanto a família tenta lidar com a tragédia, a Polícia Civil investiga a participação de cada pessoa envolvida nas agressões.
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"Meu irmão era um homem bom, de coração puro, quieto e mal falava. Tinha as questões dele. Não perturbava ninguém. Só saiu para dar os passeios dele de bicicleta, como sempre fazia. Nós estamos desoladas e queremos justiça. afirmou Fabiana Motta Landeiro Hansen, irmã de Cláudio.

Segundo ela, o irmão era uma pessoa tranquila, conhecida pelos moradores de Botafogo, onde vivia com a mãe e duas irmãs.

Cláudio saiu de casa na noite de 11 de agosto para andar de bicicleta. O veículo pertencia a uma das irmãs. Na Rua Barata Ribeiro, ele foi abordado por um segurança que teria desconfiado da procedência da bicicleta.

Segundo o advogado da família, Bryan Rojtenberg, Cláudio não conseguiu explicar naquele momento que o veículo pertencia à irmã. A partir da abordagem, teria ocorrido uma primeira agressão. Depois, outras pessoas teriam levado o homem até a Rua Felipe de Oliveira, onde ele foi novamente agredido.

A defesa da família entregou à polícia um vídeo que mostra Cláudio deixando a residência com a bicicleta no dia do crime. Para o advogado, a gravação pode ajudar a esclarecer a origem do veículo e a dinâmica que antecedeu as agressões.

"Agora é fundamental que a investigação estabeleça, individualmente, quem participou de cada etapa: quem iniciou a abordagem, quem praticou as agressões, quem conduziu a vítima até o segundo local e quem efetivamente participou das agressões fatais", afirmou.

Perícia busca vestígios

A investigação está em andamento na 12ª DP (Copacabana). Agentes realizam diligências para apurar os fatos. Eles analisam imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas para reconstruir os últimos momentos de Cláudio.

Peritos estiveram no local das agressões nesta terça-feira (19). Durante o trabalho, foram fotografadas aparentes manchas de sangue na calçada e recolhidas amostras de material encontrado em uma parede.

O segurança envolvido na primeira abordagem prestou depoimento à polícia na segunda-feira (17). Segundo o relato apresentado aos investigadores, ele teria suspeitado que a bicicleta fosse produto de roubo e admitido ter agredido Cláudio inicialmente. A mãe e uma outra irmã da vítima também foram ouvidas pela polícia.

Cláudio foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu. Ele morreu em decorrência de traumatismo craniano e hemorragia interna.

A principal expectativa é que as imagens, os vestígios e os depoimentos permitam esclarecer como uma suspeita sobre uma bicicleta terminou na morte de Cláudio e qual foi a participação de cada envolvido.
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