Publicado 21/08/2026 09:27 | Atualizado 21/08/2026 10:47
Rio - A Polícia Civil identificou os entregadores suspeitos de espancar até a morte o ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul. Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23, e Aílton José da Silva, 24, já são considerados foragidos da Justiça. Os seguranças, que também teriam participado do crime, foram transferidos para Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte, na manhã desta sexta-feira (21).
PublicidadeO caso aconteceu no último dia 11. Cláudio havia saído de casa, em Botafogo, também na Zona Sul, para andar de bicicleta. Na Rua Barata Ribeiro, ele foi abordado pelo segurança de um estabelecimento, que desconfiou que o veículo era furtado. Contudo, a bicicleta era da irmã da vítima.
Segundo a investigação, Davi Santos Machado, de 22 anos, foi um dos primeiros a abordar Cláudio. A vítima tinha transtornos mentais e, de acordo com seus familiares, não conseguiu explicar naquele momento que o veículo pertencia à própria irmã.
A abordagem acabou em agressão. Imagens de câmeras de segurança mostram que os autores levaram o ciclista até outro ponto de Copacabana, onde continuou a ser atacado. Em uma gravações, dois homens usando mochilas de entregadores aparecem abordando a vítima.
Os suspeitos foram identificados como Felipe Eduardo dos Santos Silva, de 23 anos, e Aílton José da Silva, de 24. A Justiça do Rio expediu mandados de prisão temporária contra a dupla nesta quinta-feira (20).
Aílton tem anotações criminais da época em que era adolescente pelos crimes de furto, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele chegou a ser apreendido duas vezes.
Agressão com madeira
Uma câmera de segurança gravou um homem - que seria o segurança Davi Santos Machado - carregando um pedaço de madeira. Cláudio foi agredido com pauladas, enquanto outros suspeitos o seguravam e o espancavam com socos e pontapés.
As imagens mostram que a vítima não reage às agressões. Mesmo depois de cair no chão, o ciclista continua sendo golpeado. Ao todo, foram registradas pelo menos 57 pauladas, segundo a análise das gravações.
A ação durou vários minutos. Em determinado momento, um dos envolvidos chegou a revistar os bolsos de Cláudio enquanto ele permanecia caído.
A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, ainda na Zona Sul. O homem morreu em decorrência de traumatismo craniano e hemorragia interna.
A investigação da 12ª DP (Copacabana) considera o caso como um homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
O segurança Jorge Luiz Ricardo Dias, de 56 anos, se entregou na delegacia na manhã desta quinta-feira (20). Ele teria participado da abordagem inicial e retirado do local a bicicleta que estava com Cláudio. Segundo a Polícia Civil, o homem não participou diretamente das agressões fatais.
Davi - também preso nesta quinta - é apontado como um dos homens envolvidos nas agressões. Antes de se entregar, ele havia prestado depoimento duas vezes aos investigadores. Segundo informações da polícia, inicialmente negou participação, mas posteriormente admitiu envolvimento.
A reportagem ainda não localizou a defesa dos suspeitos. O espaço está aberto para manifestação.
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