Cláudio Rafael Landeiro Moreira tinha 37 anos e foi assassinado após ser confundido com ladrãoReprodução/Redes sociais
"Meu irmão era um homem bom, de coração puro, quieto e mal falava. Tinha as questões dele. Não perturbava ninguém. Só saiu para dar os passeios dele de bicicleta, como sempre fazia. Nós estamos desoladas e queremos justiça. afirmou Fabiana Motta Landeiro Hansen, irmã de Cláudio.
Segundo ela, o irmão era uma pessoa tranquila, conhecida pelos moradores de Botafogo, onde vivia com a mãe e duas irmãs.
Cláudio saiu de casa na noite de 11 de agosto para andar de bicicleta. O veículo pertencia a uma das irmãs. Na Rua Barata Ribeiro, ele foi abordado por um segurança que teria desconfiado da procedência da bicicleta.
Segundo o advogado da família, Bryan Rojtenberg, Cláudio não conseguiu explicar naquele momento que o veículo pertencia à irmã. A partir da abordagem, teria ocorrido uma primeira agressão. Depois, outras pessoas teriam levado o homem até a Rua Felipe de Oliveira, onde ele foi novamente agredido.
A defesa da família entregou à polícia um vídeo que mostra Cláudio deixando a residência com a bicicleta no dia do crime. Para o advogado, a gravação pode ajudar a esclarecer a origem do veículo e a dinâmica que antecedeu as agressões.
"Agora é fundamental que a investigação estabeleça, individualmente, quem participou de cada etapa: quem iniciou a abordagem, quem praticou as agressões, quem conduziu a vítima até o segundo local e quem efetivamente participou das agressões fatais", afirmou.
Perícia busca vestígios
A investigação está em andamento na 12ª DP (Copacabana). Agentes realizam diligências para apurar os fatos. Eles analisam imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas para reconstruir os últimos momentos de Cláudio.
Peritos estiveram no local das agressões nesta terça-feira (19). Durante o trabalho, foram fotografadas aparentes manchas de sangue na calçada e recolhidas amostras de material encontrado em uma parede.
O segurança envolvido na primeira abordagem prestou depoimento à polícia na segunda-feira (17). Segundo o relato apresentado aos investigadores, ele teria suspeitado que a bicicleta fosse produto de roubo e admitido ter agredido Cláudio inicialmente. A mãe e uma outra irmã da vítima também foram ouvidas pela polícia.
Cláudio foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu. Ele morreu em decorrência de traumatismo craniano e hemorragia interna.
A principal expectativa é que as imagens, os vestígios e os depoimentos permitam esclarecer como uma suspeita sobre uma bicicleta terminou na morte de Cláudio e qual foi a participação de cada envolvido.

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