Publicado 28/08/2026 12:01
Rio - O ataque a tiros à uma oficina de motos em Nilópolis, na Baixada Fluminense, ocorrido na noite desta quinta-feira (27), causou a morte do 2º sargento da Marinha Yuri Cardoso Dias Barreto. De acordo com um familiar, ele havia parado no estabelecimento para fazer um conserto em seu veículo.
PublicidadeO crime aconteceu na Avenida Roberto Silveira, no bairro Olinda, na frente da estação de trem. Testemunhas relataram que criminosos - armados com fuzis - passaram em um carro e atiraram diversas vezes na direção de pessoas que estavam na porta da oficina.
Yuri teria ido ao estabelecimento porque sua moto apresentava uma falha. O militar aguardava a análise de um funcionário quando foi baleado. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Nas redes sociais, a torcida Vasmarujos, que reúne vascaínos marinheiros, emitiu uma nota de pesar. "Que Deus conforte o coração de seus familiares e amigos neste momento de dor. Descanse em paz, irmão. Sua memória jamais será esquecida", diz o texto.
É a segunda morte que atinge a família nesse mês. A cerca de duas semanas, Yuri havia perdido o pai. Ainda nas redes sociais, amigos também lamentaram a tragédia.
"Um pai incrível e um marido presente. Seus filhos seguiam seus comandos dados com amor. Um pesadelo real sendo vivido pela família, que sofre mais uma perda em tão pouco tempo. E seus filhos? Como será? Mataram um inocente que não tinha nada a ver. Muitos sofrem a perda, mas o que mais dói é ver um filho sem o pai e avô, que partiu a tão pouco tempo. Tristeza e revoltante", comentou uma internauta.
"Excelente militar, pessoa do bem e um grande companheiro de farda. Tivemos a honra de servir juntos e compartilhar momentos que ficarão para sempre na memória. Um homem apaixonado pelos filhos e pela família, que deixa um legado de amizade, respeito e carinho. Que Deus o receba de braços abertos e conforte o coração de familiares e amigos neste momento de profunda dor", escreveu outro.
Yuri deixa a companheira e um casal de filhos. Ainda não há informações sobre o enterro.
Feridos
Segundo a Polícia Civil, o ataque deixou outras cinco pessoas feridas. Duas foram socorridas e levadas para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, duas ao Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, e uma para o Hospital Municipal Juscelino Kubitschek, em Nilópolis.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, um dos encaminhados ao Hospital Geral de Nova Iguaçu é um policial militar.
Sem especificar o agente, a Prefeitura de Nova Iguaçu informou, nesta sexta-feira (28), que recebeu Bruna Kelly Barbosa de Lima, de 23 anos, e Wellington do Nascimento Mello, de 40 anos, na unidade. A mulher foi baleada na coxa direita, recebeu atendimento médico, medicações e teve alta, com orientação para seguir com acompanhamento ambulatorial.
Wellington foi vítima de múltiplos disparos e passou por cirurgia de emergência. Ele permanece internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI), sob vigilância intensiva. O estado de saúde é gravíssimo.
Wellington foi vítima de múltiplos disparos e passou por cirurgia de emergência. Ele permanece internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI), sob vigilância intensiva. O estado de saúde é gravíssimo.
O Hospital Municipal Juscelino Kubitschek recebeu Raphael Andrade Souza, de 35 anos, conhecido como Rafa e proprietário da oficina onde o crime ocorreu. Nesta sexta-feira (28), a Prefeitura de Nilópolis disse que ele teve alta. Ainda de acordo com o Município, imagens de câmeras da cidade estão sendo analisadas pelo Centro de Controle Operacional de Nilópolis (CCON) para ajudar as investigações.
Ainda não há informações sobre os estados de saúde e identificação das vítimas internadas em Caxias.
A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o caso. Segundo a Polícia Civil, agentes realizam diligências para identificar a autoria e circunstâncias do crime.
A reportagem pediu um posicionamento para a Polícia Militar, em e-mail enviado às 10h52, sobre a presença de um agente entre os feridos, mas ainda não recebeu retorno. O espaço está aberto para manifestação.
A Marinha também foi procurada, em e-mail enviado às 9h12, e também não respondeu.
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