Umar Khalid poses outside the red telephone box from which he runs a coffee shop in Hampstead Heath, north London on October 20, 2017.
Facing extinction due to ubiquitous mobile phones, Britain's classic red telephone boxes are being saved from death row by ingenious conversions into all sorts of new uses. / AFP PHOTO / Tolga Akmen / TO GO WITH AFP STORY 'Britain-heritage-business' by Martine PAUWELS - AFP/Tolga Akmen
Umar Khalid poses outside the red telephone box from which he runs a coffee shop in Hampstead Heath, north London on October 20, 2017. Facing extinction due to ubiquitous mobile phones, Britain's classic red telephone boxes are being saved from death row by ingenious conversions into all sorts of new uses. / AFP PHOTO / Tolga Akmen / TO GO WITH AFP STORY 'Britain-heritage-business' by Martine PAUWELSAFP/Tolga Akmen
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Publicado 14/12/2017 17:47 | Atualizado 14/12/2017 21:58

Livraria, cafeteria e oficina de conserto de eletrônicos: as tradicionalíssimas cabines de telefone vermelhas inglesas estão se reinventando num mundo cada vez mais apinhado de celulares. Abrigar um negócio é um jeito de manter os icônicos e estilosos orelhões.

Com frequência abandonadas e alvo de vândalos, as cabines foram transformadas em bibliotecas, galerias de arte, postos de informação, cafés, restaurantes e até em loja de guarda-chuvas. Desde que atingiu um pico de 92 mil unidades em 2002, o número de telefones públicos do Reino Unido começou a cair. Restam 42 mil, dos quais sete mil estão dentro de cabines vermelhas.

A companhia BT, que prevê o fim de outros 20 mil telefones públicos em cinco anos, argumenta que são deficitários. A manutenção custa cinco milhões de libras (R$ 22,5 milhões) ao ano. Todo dia, são feitas cerca de 30 mil chamadas desses aparelhos, queda de mais de 90% em dez anos.

A mais conhecida, o modelo K6 de metal vermelho com uma coroa, foi a primeira a ser instalada no país. Foi projetada pelo arquiteto Giles Gilbert Scott para o jubileu de prata do rei George V, em 1935.

A telefônica também está considerando transformar algumas cabines em pontos de recarga para veículos elétricos. Outras são reformadas e vendidas para colecionadores por um preço de saída de 2.750 libras (R$ 12 mil) mais impostos, ou cedidas por uma quantia simbólica a prefeituras e associações que poderão dar a elas um bom uso. Este programa permitiu salvar mais de 5.000 cabines.

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