Ilha Grande patrimônio mundial da UnescoDivulgação/Rede Social
Ilha Grande - A aprovação da nova taxa de entrada para visitantes da Ilha Grande, em Angra dos Reis, na costa verde, que entra em vigor a menos de um mês, em janeiro, já provoca impactos negativos imediatos no turismo local. Empresários, donos de pousadas e operadores de transporte marítimo afirmam que começaram a receber cancelamentos de reservas logo após a divulgação da medida, apelidada pelo próprio trade turístico de “pedágio da Ilha Grande”.
Instituída pela Prefeitura de Angra dos Reis e aprovada pela Câmara, a cobrança tem sido amplamente criticada por quem vive do turismo na Ilha. O setor avalia a taxa como injusta, desproporcional e implementada sem diálogo com os principais afetados. "Em uma região onde a economia depende quase exclusivamente da atividade turística, a decisão é vista como um risco direto à manutenção de empregos, renda e à sobrevivência de pequenos negócios".
Segundo empresários locais, turistas têm demonstrado surpresa e insatisfação ao se depararem com o novo custo para acessar a Ilha Grande. Muitos visitantes, ao refazerem as contas da viagem, optaram por cancelar hospedagens e passeios, cenário que preocupa ainda mais por ocorrer em período de alta temporada, quando a expectativa é de aumento no fluxo de visitantes.
A Associação dos Meios de Hospedagem da Ilha Grande (AMHIG) reforça "que a própria Prefeitura de Angra dos Reis havia encomendado um estudo técnico que indicava a viabilidade de uma taxa simbólica de R$ 2,70, com destinação específica para um fundo de preservação ambiental da Ilha Grande. No entanto, a lei aprovada estabeleceu valores superiores e determinou que os recursos sejam direcionados ao caixa geral do município, sem garantias de retorno direto para a Ilha".
Instituída pela Prefeitura de Angra dos Reis e aprovada pela Câmara, a cobrança tem sido amplamente criticada por quem vive do turismo na Ilha. O setor avalia a taxa como injusta, desproporcional e implementada sem diálogo com os principais afetados. "Em uma região onde a economia depende quase exclusivamente da atividade turística, a decisão é vista como um risco direto à manutenção de empregos, renda e à sobrevivência de pequenos negócios".
Segundo empresários locais, turistas têm demonstrado surpresa e insatisfação ao se depararem com o novo custo para acessar a Ilha Grande. Muitos visitantes, ao refazerem as contas da viagem, optaram por cancelar hospedagens e passeios, cenário que preocupa ainda mais por ocorrer em período de alta temporada, quando a expectativa é de aumento no fluxo de visitantes.
A Associação dos Meios de Hospedagem da Ilha Grande (AMHIG) reforça "que a própria Prefeitura de Angra dos Reis havia encomendado um estudo técnico que indicava a viabilidade de uma taxa simbólica de R$ 2,70, com destinação específica para um fundo de preservação ambiental da Ilha Grande. No entanto, a lei aprovada estabeleceu valores superiores e determinou que os recursos sejam direcionados ao caixa geral do município, sem garantias de retorno direto para a Ilha".
- É mais uma taxa. Já temos as taxas dos transatlânticos, ônibus de turismo, além de embarque e nenhum desses recursos são aplicados no turismo e nem na parte ambiental do Abraão. Não temos nenhuma perspectiva que esses valores serão revertidos para o turismo e Meio Ambiente" - disse Fábio Ferreira, dono de pousada na Ilha.
Para o trade turístico, a medida revela uma lógica arrecadatória que ignora a realidade local e penaliza justamente quem sustenta a economia do município. A ausência de transparência sobre a aplicação dos recursos e a falta de um plano claro de ordenamento turístico aprofundam a sensação de insegurança entre empresários e trabalhadores.
Em nota ao O Dia a AMHIG foi contundente ao criticar a decisão:
“Ordenamento se faz com gestão, não com taxação. A AMHIG é contra e vai continuar lutando contra essa vergonha e a favor de um turismo realmente sustentável na Ilha Grande.”
A polêmica em torno da nova taxa cresce à medida que os impactos começam a ser sentidos na prática. Empresários alertam que a redução no número de visitantes pode gerar um efeito em cadeia, atingindo desde pousadas e restaurantes até barqueiros, guias turísticos e comerciantes locais".
Para o trade turístico, a medida revela uma lógica arrecadatória que ignora a realidade local e penaliza justamente quem sustenta a economia do município. A ausência de transparência sobre a aplicação dos recursos e a falta de um plano claro de ordenamento turístico aprofundam a sensação de insegurança entre empresários e trabalhadores.
Em nota ao O Dia a AMHIG foi contundente ao criticar a decisão:
“Ordenamento se faz com gestão, não com taxação. A AMHIG é contra e vai continuar lutando contra essa vergonha e a favor de um turismo realmente sustentável na Ilha Grande.”
A polêmica em torno da nova taxa cresce à medida que os impactos começam a ser sentidos na prática. Empresários alertam que a redução no número de visitantes pode gerar um efeito em cadeia, atingindo desde pousadas e restaurantes até barqueiros, guias turísticos e comerciantes locais".
Segundo a prefeitura a implementação será gradual e prevê isenção para moradores, familiares, prestadores de serviço, crianças até 12 anos e idosos, a partir de 2026, quando entra em vigor a Taxa de Turismo Sustentável (TTS). Para o governo é uma iniciativa que busca equilibrar o crescimento do turismo com a preservação do patrimônio natural do município. Anualmente, a cidade recebe cerca de 1,8 milhão de visitantes, sendo 1,2 milhão apenas na Ilha Grande, reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco. O volume expressivo de turistas reforça a importância de medidas inovadoras que assegurem um desenvolvimento sustentável e responsável.
Ainda de acordo com o novo texto da TTS é resultado de um amplo processo de diálogo e construção coletiva, conduzido pela Prefeitura com representantes do trade turístico, moradores da Ilha Grande, vereadores e demais setores envolvidos. A proposta foi aprimorada, após as divergências e a partir de sugestões e demandas apresentadas ao longo das discussões acaloradas.
Entre as principais mudanças, está a ampliação das isenções: ficarão dispensados do pagamento os moradores do município, familiares até o segundo grau, prestadores de serviço, crianças de até 12 anos e pessoas com mais de 60 anos.
Também estarão isentos da tarifa de ônibus os veículos cadastrados no Cadastur que utilizarem o Cais de Santa Luzia para transportar passageiros a bares, restaurantes e hospedagens registrados no Sistema Digital do Turismo (SDT). A tarifa será aplicada apenas aos ônibus que não estiverem integrados ao sistema. Além disso, pacotes turísticos adquiridos até 31 de dezembro de 2025, com embarques programados até 31 de julho de 2026, também estarão isentos da cobrança.
A implantação será feita de forma gradual, em três fases. Em 2026, a cobrança terá 50% de desconto, com início pelos cais de Santa Luzia, Vila do Abraão, Japariz e Araçatiba. Em 2027, o desconto será de 25%. A partir de 2028, passará a valer o valor integral.
Os valores serão definidos de acordo com o destino e o tempo de permanência. No primeiro ano, para um período de até sete dias, a taxa será de 5 UFIRs (R$ 23,75) no continente e 10 UFIRs (R$ 47,50) para visitantes da Ilha Grande. Cada diária adicional terá custo de meia UFIR (R$ 2,37). O visitante que já tiver quitado o valor referente ao continente pagará apenas a diferença ao se deslocar para a Ilha Grande.
A arrecadação será destinada prioritariamente a projetos de saneamento básico, preservação ambiental, segurança pública e infraestrutura turística, tanto em Angra quanto na Ilha Grande. Entre as metas estão a conquista do Esgoto Zero e Lixo Zero até 2028, a revitalização de cais estratégicos — como Santa Luzia, Vila do Abraão e Provetá —, a implantação do Observatório do Turismo para monitorar em tempo real a atividade turística e orientar políticas públicas, além do reforço da segurança, com câmeras inteligentes, integração ao Centro de Controle de Angra e contratação de policiais do Proeis.
Ainda de acordo com o novo texto da TTS é resultado de um amplo processo de diálogo e construção coletiva, conduzido pela Prefeitura com representantes do trade turístico, moradores da Ilha Grande, vereadores e demais setores envolvidos. A proposta foi aprimorada, após as divergências e a partir de sugestões e demandas apresentadas ao longo das discussões acaloradas.
Entre as principais mudanças, está a ampliação das isenções: ficarão dispensados do pagamento os moradores do município, familiares até o segundo grau, prestadores de serviço, crianças de até 12 anos e pessoas com mais de 60 anos.
Também estarão isentos da tarifa de ônibus os veículos cadastrados no Cadastur que utilizarem o Cais de Santa Luzia para transportar passageiros a bares, restaurantes e hospedagens registrados no Sistema Digital do Turismo (SDT). A tarifa será aplicada apenas aos ônibus que não estiverem integrados ao sistema. Além disso, pacotes turísticos adquiridos até 31 de dezembro de 2025, com embarques programados até 31 de julho de 2026, também estarão isentos da cobrança.
A implantação será feita de forma gradual, em três fases. Em 2026, a cobrança terá 50% de desconto, com início pelos cais de Santa Luzia, Vila do Abraão, Japariz e Araçatiba. Em 2027, o desconto será de 25%. A partir de 2028, passará a valer o valor integral.
Os valores serão definidos de acordo com o destino e o tempo de permanência. No primeiro ano, para um período de até sete dias, a taxa será de 5 UFIRs (R$ 23,75) no continente e 10 UFIRs (R$ 47,50) para visitantes da Ilha Grande. Cada diária adicional terá custo de meia UFIR (R$ 2,37). O visitante que já tiver quitado o valor referente ao continente pagará apenas a diferença ao se deslocar para a Ilha Grande.
A arrecadação será destinada prioritariamente a projetos de saneamento básico, preservação ambiental, segurança pública e infraestrutura turística, tanto em Angra quanto na Ilha Grande. Entre as metas estão a conquista do Esgoto Zero e Lixo Zero até 2028, a revitalização de cais estratégicos — como Santa Luzia, Vila do Abraão e Provetá —, a implantação do Observatório do Turismo para monitorar em tempo real a atividade turística e orientar políticas públicas, além do reforço da segurança, com câmeras inteligentes, integração ao Centro de Controle de Angra e contratação de policiais do Proeis.

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