Espuma e rochas esbranquiçadas no Rio Pomba acendem alerta ambiental e mobilizam investigações Foto Rede Social/Reprodução

O reaparecimento cíclico de uma espuma densa e esbranquiçada na superfície da água, acompanhada de forte odor e de incrustações claras nas rochas do leito do Rio Pomba, mexeu com a rotina das cidades de Aperibé e Santo Antônio de Pádua, na região Noroeste do Estado do Rio de Janeiro.
Embora o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informa que a situação imediata esteja sob controle, o assunto ainda repercute fortemente nos dois municípios.
O cenário gerou susto e preocupação, deixando populações ribeirinhas e ambientalistas em alerta.
Apesar do impacto visual inicial, as concessionárias locais garantem que a qualidade da água distribuída permanece integralmente segura, operando dentro de todos os parâmetros exigidos por lei. Atualmente, a mancha de espuma mais densa já foi desfeita e arrastada pela correnteza.
Com base em dados oficiais do Inea, as administrações municipais tranquilizam os moradores. O órgão ambiental reafirmou em nota oficial que, "apesar de terem sido identificadas alterações de elementos como cálcio, fósforo e outros metais, estas não se refletiram na qualidade da água, não havendo sinais de risco à saúde da população".
De acordo com as informações oficiais, os setores competentes do Rio de Janeiro e de Minas Gerais — estado onde o fenômeno teria se originado — articulam de forma integrada medidas para conter novas ocorrências. Paralelamente, os sistemas de captação e tratamento seguem em normalidade absoluta.
Vistorias rotineiras
Segundo o mapeamento laboratorial do Inea, a formação esbranquiçada nas rochas decorre de oscilações e concentrações elevadas de cálcio e fósforo, possivelmente associadas ao uso de fertilizantes ou à atividade de mineração. Tecnicamente, embora o efeito visual impressione e gere legítima preocupação, o monitoramento indica estabilidade química na potabilidade do recurso hídrico.
A segurança das populações de Pádua e Aperibé é reforçada pelas concessionárias responsáveis pelo abastecimento local. As empresas asseguram que suas estações de tratamento operam com capacidade máxima e monitoramento rígido, bloqueando qualquer tipo de resíduo flutuante.
Evidências técnicas e imagens de satélite apontam que o fenômeno se formou originalmente em território mineiro. Diante disso, Minas Gerais deve intensificar a fiscalização em indústrias e lavouras locais, enquanto equipes de Meio Ambiente e da Defesa Civil fluminenses reforçam as vistorias de rotina.
O impacto histórico da situação mantém o sinal de alerta aceso na região. Contudo, o último boletim oficial do Inea classifica a qualidade geral do corpo hídrico entre "média e boa", descartando desabastecimento ou perigo iminente para a saúde pública.