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Não matei, levei para matar, diz Macarrão em entrevista à Época

Condenado pela morte de Eliza Samudio, Luiz Henrique Ferreira Romão tenta refazer a vida em uma cidade mineira

Por O Dia

Macarrão: progressão de pena
Macarrão: progressão de pena -

Minas Gerais - Condenado em 2010 pelo desaparecimento e morte de Eliza Samudio, Luiz Henrique Ferreira Romão, de 32 anos, tenta refazer a vida na cidade de Pará de Minas, a 90 quilômetros da capital mineira. Macarrão é ex-braço direito de Bruno, ex-goleiro do Flamengo. Os dois se conheceram quando Romão tinha 9 anos e desde então eram parceiros inseparáveis, até Macarrão declarar, em audiência em 2012, que Bruno acabou com sua vida.

Em entrevista à revista Época, ele, que cumpre pena em liberdade, disse que é trabalhador, entrou para a Igreja e frequenta uma autoescola. Quando disse no estabelecimento que era presidiário, foi perguntado se havia matado alguém. "Não. Eu levei para matar", respondeu sem titubear.

A primeira oportunidade de trabalho após deixar a cadeia, no dia 2 de março deste ano, foi na Igreja do Evangelho Quadrangular, que passou a frequentar. O pastor Luiz Paulo Marques saiu pelo comércio local pedindo emprego para ele. Não obteve êxito e resolveu contratar Romão como zelador. Nas horas vagas ele oferece um serviço informal de lavagem de carro e vende tênis e chinelos falsificados.

Tatuagem de Macarrão em homenagem à amizade com ex-goleiro Bruno - Reprodução

Macarrão quer conseguir sustentar a família sozinho. Atualmente, ele mora com a mulher e os três filhos em uma casa com os sogros, dois avós, uma tia e dois cachorros vira-latas. Na cadeia, ele fez cursos profissionalizantes noturnos de informática, fluxo de caixa e outras técnicas de administração de empresas. Ele também trabalhou em uma fábrica de peças de gesso, onde chegou a liderar mais de 60 detentos. 

Romão conseguiu o direito ao regime aberto por bom comportamento. "Não sou aquele monstro. Meu nome não é Macarrão. Eu sou Luiz Henrique. Sempre fui moleque bom, trabalhador", disse à reportagem da revista.

 

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Macarrão era amigo de infância do goleiro Bruno. À esquerda, tatuagem em homenagem à amizade Reprodução
Macarrão: progressão de pena divulgação/Vagner Antônio/TJMG