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Juiz é baleado dentro de fórum por investigado por homicídio qualificado

Imagens do circuito interno de segurança gravaram o momento em que Carlos Eduardo de Moraes e Silva foge do próprio gabinete após ser alvejado por Domingos Barros de Sá, que respondia a um processo; um policial matou o atirador

Por O Dia

Juiz Carlos Eduardo de Moraes Filho foi baleado no ombro
Juiz Carlos Eduardo de Moraes Filho foi baleado no ombro -

São Paulo - O juiz Carlos Eduardo de Moraes e Silva foi baleado no ombro esquerdo, na tarde de segunda-feira, dentro do Fórum de Vila Rica, Mato Grosso, a 1.259 Km de Cuiabá, por um investigado.

Imagens do circuito interno de segurança do fórum gravaram o momento em que o juiz foge do próprio gabinete após ser alvejado por Domingos Barros de Sá, que respondia a um processo de homicídio qualificado.

Segundo o Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJ-MT), o juiz havia acabado uma audiência de custódia, quando um advogado entrou na sala, seguido pelo agressor. O homem sacou a arma e ameaçou um promotor. O magistrado interveio e, após se aproximar do réu, entrou em luta corporal com ele. Em seguida, houve o disparo.

Um policial que estava no fórum, vendo a confusão, disparou contra o atirador, que morreu no local.

O juiz Carlos Eduardo foi encaminhado para o pronto-socorro do município, que fica próximo ao fórum. O magistrado, que ficou ferido no ombro, foi encaminhado a um hospital de Palmas/TO (480 km de distância) - o mais próximo de Vila Rica - para cirurgia de retirada do projétil.

Mais segurança

A assessoria do Conselho Nacional de Justiça informou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) faz um diagnóstico para melhorar a segurança dos prédios do Poder Judiciário, incluindo a utilização de um sistema de controle de acesso de pessoas, com equipamentos como alarmes e detectores de metais.

CNJ recebe denúncias de ameaças a magistrados

Às vésperas das eleições, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebe denúncias de ameaças e atentados contra magistrados.

O órgão se colocou à disposição para apoiar medidas e procedimentos visando ampliar a infraestrutura de segurança conforme preconizado pela Resolução CNJ n. 239/2016, que instituiu a Política Nacional de Segurança do Poder Judiciário.

De acordo com o CNJ, o Departamento de Segurança Institucional do Poder Judiciário (DSIPJ) do CNJ dará apoio para todas as ações relacionadas à segurança dos magistrados, servidores e visitante nas áreas e instalações das unidades judiciárias.

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