Deputada antipetista reconhece que mora em apartamento do Minha Casa Minha Vida

'Daqui a pouco, eles vão descobrir que uso o SUS com frequência', ironizou no Facebook

Por O Dia

Ana Caroline Campagnolo, do PSL
Ana Caroline Campagnolo, do PSL -

Rio - A deputada estadual de Santa Catarina Ana Caroline Campagnolo (PSL) usou suas redes sociais para responder a coluna do jornalista Lauro Jardim no jornal O Globo. Segundo a coluna, a deputada antipetista vive em um apartamento financiado pelo programa Minha Casa, Minha Vida, do PT.

"Para O Globo, é proibido ser pobre e antipetista ao mesmo tempo. Todo mundo tem que se vender por um subsídio pago pelos seus próprios impostos. Aliás, ainda vou pagar duas décadas de prestações pelo presente do PT", escreveu no Instagram. "Daqui a pouco, eles vão descobrir que uso o SUS com frequência", ironizou no Facebook.

Segundo a coluna, Ana Caroline Campagnolo processou a cooperativa Habitacional de Chapecó, alegando que o valor do financiamento que recebeu era inferior ao valor do apartamento. Ela perdeu a ação e está recorrendo.

Deputada criou canal de denúncias contra professores

O Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) apresentou, nesta terça-feira, uma ação judicial, em caráter liminar, para que a deputada estadual seja condenada a pagar cerca de R$ 70 mil de indenização por danos morais coletivos que seriam destinados ao Fundo para Infância e Adolescência (FIA). No pedido, o promotor Davi do Espírito Santo, titular da 25ª Promotoria de Justiça de Florianópolis, considera que Campagnolo criou um "serviço ilegal de controle político-ideológico da atividade docente".

Logo após a vitória do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), no domingo, Campagnolo divulgou uma imagem em uma página de rede social para pedir que vídeos e informações com manifestações "político-partidárias ou ideológica" de professores fossem repassados por estudantes para o seu número de celular com o nome do docente, da escola e da cidade. "Garantimos o anonimato dos denunciantes", diz trecho do texto. Para burlar a lei estadual que proíbe telefones celulares em sala, a deputada orienta que os alunos usem "gravadores ou câmaras para registrar os fatos". 

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