Policiais mineiros envolvidos em tiroteio são presos em Juiz de Fora

Confronto teria ocorrido depois de um suposto desacordo entre um empresário de São Paulo, Flávio de Souza Guimarães, que teria ido a Juiz de Fora trocar dólares, e o também empresário, de Minas Gerais, Antonio Vilela

Por O Dia

Troca de tiros teria ocorrido porque os reais apresentados por Antonio, cerca de R$ 14 milhões, seriam falsos
Troca de tiros teria ocorrido porque os reais apresentados por Antonio, cerca de R$ 14 milhões, seriam falsos -

São Paulo - Três policiais civis de Minas Gerais envolvidos no tiroteio com policiais de São Paulo no estacionamento de um hospital de Juiz de Fora no dia 19 do mês passado foram presos na manhã desta segunda-feira na cidade, que fica na Zona da Mata. Duas pessoas morreram em decorrência do confronto. Os policiais são lotados em Juiz de Fora.

O tiroteio teria ocorrido depois de um suposto desacordo entre um empresário de São Paulo, Flávio de Souza Guimarães, que teria ido a Juiz de Fora trocar dólares, e o também empresário, de Minas Gerais, Antonio Vilela. O confronto teria ocorrido depois de ter sido descoberto que Antonio apresentou notas falsas em Real para fazer a troca. A negociação envolveria cerca de R$ 14 milhões.

Os policiais de São Paulo, que seguem presos na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estariam fazendo segurança para o empresário de São Paulo. Já os policiais civis de Minas estariam fazendo o mesmo serviço, mas para o empresário do estado. Em depoimento em São Paulo, Flávio de Souza negou ter ido a Juiz de Fora para trocar dólares, e disse que foi à cidade para negociar um empréstimo. Antonio Vilela também está preso em Minas Gerais.

Um dos mortos no confronto é o policial civil de Minas Gerais, Rodrigo Francisco, de 36 anos. Depois de ser internado em estado grave, o empresário Jerônimo da Silva Leal Júnior, baleado no confronto, morreu seis dias depois do tiroteio no hospital de Juiz de Fora. Jerônimo seria o proprietário da empresa de segurança que teria sido contratada pelo empresário paulista Flávio de Souza.

A assessoria de comunicação da Polícia Civil de Minas Gerais divulgou a seguinte nota: "em relação ao fato envolvendo servidores das Polícias Civis de Minas Gerais e de São Paulo, na cidade de Juiz de Fora (MG), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que a investigação está sendo presidida pela Corregedoria-Geral da PCMG, juntamente com os Promotores de Justiça da comarca de Juiz de Fora/MG e do GAECO da Capital. Esclarece que, nesta segunda-feira, 12, foram presos três policiais civis de Minas Gerais, que serão transferidos para a Casa de Custódia, em Belo Horizonte. O procedimento tramita em segredo de Justiça, portanto, não é possível que a instituição repasse detalhes do trabalho investigativo".

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