
Recife - Um jovem de 22 anos que é paciente psiquiátrico anunciou a construção de um shopping, divulgou centenas de vagas de emprego e provocou uma fila de procura por emprego em Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana de Recife, em Pernambuco, nesta terça-feira. Ele anunciou que o 'Shopping Palladium' seria construído em apenas 22 horas.
A Polícia Civil informou que parentes e o próprio Vitor Souza compareceram à delegacia da cidade nesta quarta-feira para esclarecimentos. De acordo com o delegado Mamedes Xavier, os familiares decidiram procurar a polícia para explicar sobre a saúde do rapaz, que tem acompanhamento médico no Centro de Atenção Psicossocial - Caps do Cabo, assim como, apresentaram laudos periciais de médicos. "Durante conversa da polícia com Vitor, ficou clara a veracidade das informações", informaram.
Segundo Mamedes, até o momento, ninguém procurou a delegacia para registrar queixa sobre o caso de terça-feira (20/11), quando a polícia tomou conhecimento do fato, foi até o local e verificou um grande número de pessoas que estavam em uma fila para entregar os currículos para uma suposta proposta de emprego.
Na ocasião, havia três pessoas trabalhando na organização e uma delas informou que foi contratada para organizar a seleção dos candidatos e que não esperavam aquela multidão, por isso decidiram que os currículos seriam depositados em uma caixa e depois selecionados.
A família do jovem explicou que ele sofre de transtornos mentais.
As pessoas foram até o local em busca de emprego na construção de um suposto shopping. Vitor se apresentou como dono do empreendimento e responsável pela contratação. A obra foi anunciada para começar na sexta-feira e terminar em apenas 22 horas.
Ele disse que alugou os galpões localizados num complexo industrial do município 15 dias antes da suposta seleção e que apresentou à prefeitura um projeto para reforma do espaço. A prefeitura, no entanto, informou que não há projeto ou pedido de licença para construção do shopping no município.
O anúncio das supostas 520 vagas foi feito nas redes sociais para pintor, soldador, encanador, eletricista, pedreiro, estoquista, entre outras.
Em pouco tempo, formou-se uma grande fila e houve correria quando os portões se abriram. Por causa do número de pessoas que queriam se inscrever, a Polícia Militar pediu aos organizadores para suspender a seleção. O processo foi encerrado e os currículos foram recolhidos em caixas de papelão.








