Carlos Bolsonaro diz que morte de Jair interessa 'aos que estão muito perto'

Perguntado sobre a postagem do filho, Bolsonaro disse que sua morte 'interessa a muita gente' e desconversou sobre o que o filho queria dizer com 'estão muito perto': 'Quando eu recebi a facada estava muito próximo de mim o elemento'

Por O Dia

Carlos Bolsonaro (PSC) voltou ao mandato de vereador na Câmara de Vereadores do Rio
Carlos Bolsonaro (PSC) voltou ao mandato de vereador na Câmara de Vereadores do Rio -

Rio - O filho de Jair Bolsonaro vereador do Rio Carlos Bolsonaro disse, nesta quarta-feira, que a morte do presidente eleito não interessa ' aos que estão muito perto'. "Principalmente após de sua posse!", escreveu em sua conta no Twitter. Ele não especificou a quem se referia. 

"A morte de Jair Bolsonaro não interessa somente aos inimigos declarados, mas também aos que estão muito perto. Principalmente após de sua posse! É fácil mapear uma pessoa transparente e voluntariosa. Sempre fiz minha parte exaustivamente. Pensem e entendam todo o enredo diário!", diz o texto. 

Perguntado nesta quinta-feira sobre a postagem do filho, Bolsonaro disse que sua morte "interessa a muita gente". Questionado sobre o que seu filho queria dizer com "estão muito perto", o presidente eleito desconversou. "Quando eu recebi a facada estava muito próximo de mim o elemento", comentou.

Jair Bolsonaro voltou a falar sobre seu agressor, Adélio Bispo de Oliveira. "Recentemente era filiado ao PSOL. E houve o caso do outro que tentou entrar no Congresso com a identidade dele", apontou. "No meu entender a investigação está muito fácil de ser concluída", disse.

Nesta quinta-feira, Carlos fez outra postagem, desta vez, relacionando que o autor do ataque sofrido pelo pai durante a campanha eleitoral era "ex-membro do Psol e simpatizante do PT" : "A pergunta que não pode calar e que muitos que se dizem “jornas” fazem questão de “esquecer”: quem mandou matar Jair Bolsonaro? Será que se fazem de idiotas por que foi um ex-membro do PSOL e simpatizante do PT?". Este tweet foi replicado na página oficial de seu pai. 

Carlos protagonizou uma polêmica no núcleo duro do governo Bolsonaro após o futuro ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, declarar que o vereador do Rio poderia comandar a Secretaria de Comunicação da Presidência do futuro governo. A indicação foi negada por Carlos, que em seguida decidiu sair do grupo de transição de governo, e deixar as redes sociais do pai, que comandava. 

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo apurou, Carlos teria ficado irritado com a indicação do advogado Gustavo Bebianno para titular da Secretaria-Geral da Presidência da República. Bebianno é a maior desavença do vereador no núcleo próximo ao pai. 

Ao anunciar que sairia do grupo, Carlos escreveu em seu perfil no Twitter que "caráter não se negocia" e que, "quando há compulsão por aparecer a qualquer custo, sempre tem algo por trás". "A procura por holofote é um péssimo indicativo do que se pode esperar de um indivíduo", afirmou.

*Com Estadão Conteúdo

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