Bolsonaro apela por reformas

Presidente eleito pretende fatiar mudanças na Previdência e diz que é 'difícil ser patrão'

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Bolsonaro: jogando junto com MDB -

Avesso a lidar com partidos - prefere negociar com bancadas, como a evangélica ou a da 'bala' o presidente eleito, Jair Bolsonaro, reuniu parlamentares do MDB e do PRB ontem e pediu que eles "jogassem juntos" na votação das reformas previdenciária e trabalhista. Ele disse que isso era necessário para evitar a "tristeza" de uma possível volta do PT ao poder. "É um apelo, uma palavra de amizade", disse.

PREVIDÊNCIA

Bolsonaro afirmou que a Reforma da Previdência pode ser encaminhada ao Congresso de forma "fatiada". O foco inicial será a idade mínima para aposentadoria, com diferença de tempo entre homens e mulheres.

Bolsonaro disse ainda que sua ideia é "aumentar em dois anos para todo mundo a idade mínima", o que não deixa a proposta clara. Hoje, não há idade mínima para se aposentar por tempo de serviço, desde que o trabalhador tenha 35 anos de contribuição, ou a trabalhadora, 30 anos. Por idade, o mínimo é de 65 anos (homem) ou 60 (mulher), com tempo mínimo de contribuição de 15 anos.

Na proposta do presidente Temer, que tramita ao Congresso, a aposentadoria integral só seria possível com idade mínima de 65 anos para homens e 63, para mulher, após um longo período de transição.

Bolsonaro disse ainda que era preciso "começar a reforma pela previdência pública".

TRABALHISTA

Sobre mudanças na legislação trabalhista, Bolsonaro disse, em coletiva, que devem ser aprofundadas, porque "hoje em dia continua muito difícil ser patrão no Brasil". O presidente eleito quer facilitar a vida do empregador para incentivar contratações.

"Na última reforma trabalhista, que votei favorável, já tivemos reflexo positivo, número de ações trabalhistas caiu pela metade", disse. A reforma criou dificuldades para o trabalhador acessar a Justiça do Trabalho.

"Eles (empresários) têm dito, não sou eu, o trabalhador vai ter que decidir, um pouquinho menos de direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego".

 

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