Fronteira com a Venezuela é fechada por indígenas

Bloqueio foi motivado pelo conflito com militares da Direção Geral de Contra Inteligência Militar (DGCIM), da Venezuela, que resultou na morte de um índio e outro dois feridos

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Refugiados venezuelanos em Pacaraima, em agosto deste ano
Refugiados venezuelanos em Pacaraima, em agosto deste ano -

Roraima - Indígenas da etnia penom bloquearam desde a noite desta segunda-feira, a passagem para a Venezuela próxima da região de Canaima, a cerca de 20 quilômetros do município de Pacaraima, em Roraima. O bloqueio foi motivado pelo conflito com militares da Direção Geral de Contra Inteligência Militar (DGCIM), da Venezuela, que resultou na morte de um índio e outro dois feridos.

Segundo o comunicado emitido pelas comunidades, a vítima foi Charlie Peñaloza Rivas. As autoridades indígenas decretaram luto por sete dias e decidiram bloquear as vias de acesso mais importantes do município, além de responsabilizar o Governo da Venezuela pela morte sob a alegação da "cumplicidade dos mesmos", suspender as eleições dos conselhos municipais e reprogramação dos comícios do Congresso Nacional Eleitoral em toda a Gran Sabana.

Moradores da região afirmam que a passagem está barrada para veículos, causando uma grande fila no lado brasileiro da fronteira na manhã desta terça-feira. Somente pedestres estão liberados para seguir caminho.

Os brasileiros chegaram até a não permitir a entrada de venezuelanos em retaliação, já que o posto internacional de combustível que abastece a cidade de Pacaraima estava com acesso negado, porém, a manifestação foi encerrada por agentes da Polícia Federal (PF).

"O lado brasileiro já foi liberado pela Polícia Federal para entrada dos venezuelanos e o lado venezuelano ainda permanece fechado na altura do posto internacional de combustíveis. O lado de lá, bloqueado por índios e a nossa fronteira aberta", disse o morador de Pacaraima, Paulo Medeiros.

 

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