Vídeo: homem imobiliza criança de seis anos para que filho o agrida

Câmera de segurança em condomínio do Distrito Federal mostra adulto imobilizando criança para que fosse agredida; mãe também enfrenta o menino

Por O Dia

Câmera de condomínio flagra adulto imobilizando criança
Câmera de condomínio flagra adulto imobilizando criança -

Rio - Uma partida de futebol entre crianças em um condomínio no Distrito Federal virou caso de polícia. Uma câmera de segurança flagrou um adulto segurando uma criança de seis anos para ser agredida por seu filho.

As imagens registram o momento em que um menino tropeça e cai no chão ao tentar um drible. Após machucar o rosto, o jovem sai da quadra. Instantes depois, volta ao local acompanhado pelo pai. O homem vai atrás da criança que disputava a bola com o garoto no momento do tropeço e o segura, com os braços para trás, para que o filho, que sofreu a queda, lhe dê um tapa no rosto. Pai e filho vão embora, quando uma mulher, mãe da criança que tropeçou, também enfrenta o menino de seis anos e o empurra.

A ocorrência foi registrada na última terça-feira pela tia da vítima, a qual foi encaminhada ao IML para exame de corpo delito.

A Polícia Civil do Distrito Federal identificou os autores Danielle Cavalcanti dos Santos e Alexandre Campos. O caso ainda está em apuração.

Inicialmente, os adultos responderão pelo crime de lesão corporal, cuja pena inicial de 3 meses a 1 ano pode ser aumentada em razão da idade da vítima. Há ainda a possibilidade de eles responderem pelo crime de ameaça e por terem submetido o próprio filho a um constrangimento, crime este previsto a Estatuto da criança e do adolescente, explica a corporação.

Confira:

A vítima mora na Bahia e foi com a irmã passar as férias no condomínio da tia no Distrito Federal (DF). A responsável registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e o menino fez exames de corpo delito. A mãe da criança é servidora da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e disse ao portal de notícias G1 que vai levar o caso "até o final".

Os agressores também estavam de visita e não moram no condomínio.

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