Maduro não foi convidado para posse de Bolsonaro, diz futuro ministro das Relações Exteriores

Ernesto Araújo disse no Twitter que não há lugar para o presidente da Venezuela numa celebração da democracia e do triunfo da vontade popular brasileira

Por O Dia

Jair Bolsonaro e o futuro chanceler, Ernesto Araújo
Jair Bolsonaro e o futuro chanceler, Ernesto Araújo -

Rio - O futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou neste domingo, em sua conta no Twitter, que o presidente venezuelano Nicolás Maduro não foi convidado para a posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, no dia 1º de janeiro. São esperados chefes de Estado e de governo para a posse.

"Em respeito ao povo venezuelano, não convidamos Nicolás Maduro para a posse do PR Bolsonaro. Não há lugar para Maduro numa celebração da democracia e do triunfo da vontade popular brasileira. Todos os países do mundo devem deixar de apoiá-lo e unir-se para libertar a Venezuela”, escreveu.

Durante a campanha, Bolsonaro buscou se posicionar como um opositor do governo de Maduro, principalmente em razão da histórica relação entre o chavismo e as gestões petistas. O presidente eleito costumava dizer que o Brasil não se tornaria uma Venezuela.

Quando assumir o governo, Bolsonaro terá de lidar com uma crise migratória envolvendo os dois países. Por causa crise econômica e política que vive a Venezuela, milhares de venezuelanos têm migrado para o Brasil, através do Estado de Roraima. Bolsonaro e Araújo disseram que o Brasil vai continuar a acolher os venezuelanos que entrarem no país.

Segundo projeção divulgada sexta-feira, 14, pela ONU, o número de imigrantes venezuelanos no Brasil deve dobrar em 2019 e chegar a quase 200 mil pessoas.

*Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil

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