Nicarágua é vetada da posse de Bolsonaro

Futuro ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo disse que o regime do presidente Daniel Ortega viola 'a liberdade do povo da Nicarágua'

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Jair Bolsonaro e o futuro chanceler, Ernesto Araújo
Jair Bolsonaro e o futuro chanceler, Ernesto Araújo -

Brasília - O futuro ministro das Relações Exteriores do governo Bolsonaro, Ernesto Araújo, afirmou, neste domingo, que nenhum integrante do governo da Nicarágua participará da posse de Jair Bolsonaro no próximo dia 1º de janeiro.

Por meio de sua conta no Twitter, Araújo disse que a posse do futuro mandatário "marcará o início de um governo com postura firme e clara na defesa da liberdade". "Com esse propósito e frente às violações do regime Daniel Ortega contra a liberdade do povo da Nicarágua, nenhum representante desse regime será recebido no evento do dia 1º", continua a mensagem.

Terceiro veto

Este é o terceiro país vetado de ter representantes na posse. Na semana passada, Bolsonaro afirmou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel, não seriam convidados para o evento por "serem ditadores".

A pedido da equipe de Bolsonaro, o Itamaraty teve que enviar comunicados aos governos dos dois países os desconvidando de participar da cerimônia de posse. Inicialmente, a diplomacia brasileira havia convidado todos os países com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas, razão pela qual o convite foi feito.

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega - Yamil Lage / AFP

Galeria de Fotos

Jair Bolsonaro e o futuro chanceler, Ernesto Araújo AFP
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega Yamil Lage / AFP

Últimas de Brasil