Presidente Jair Bolsonaro recebe o presidente argentino, Mauricio Macri no Palácio do Planalto durante cerimônia oficial de chegada - José Cruz/Agência Brasil
Presidente Jair Bolsonaro recebe o presidente argentino, Mauricio Macri no Palácio do Planalto durante cerimônia oficial de chegadaJosé Cruz/Agência Brasil
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Brasília - O presidente argentino, Mauricio Macri, chegou por volta das 10h30, ao Palácio do Planalto onde se encontra com presidente Jair Bolsonaro. É a primeira visita oficial de um chefe de Estado desde a posse de Bolsonaro, no dia 1º de janeiro.

A cerimônia oficial de chegada de Macri contou com a revista às tropas e a subida da rampa do Palácio do Planalto, onde foi recepcionado por Bolsonaro. Depois dos cumprimentos para as fotos no Salão Nobre, houve a apresentação das delegações.

Bolsonaro e Macri têm um encontro privado na sala de audiências no terceiro andar. Em seguida, haverá reunião ampliada com os ministros e outras autoridades dos dois países. O último compromisso no Planalto é uma declaração à imprensa.

Presidente Jair Bolsonaro recebe o presidente argentino, Mauricio Macri no Palácio do Planalto durante cerimônia oficial de chegada - José Cruz/Agência Brasil

Em seguida, os presidentes seguem para o Palácio Itamaraty, onde será oferecido um almoço a Macri por Bolsonaro.

Mais cedo, Bolsonaro disse no Twitter que a reunião com o presidente argentino é uma “grande oportunidade” de estreitar as relações com o país vizinho.

Presidente Jair Bolsonaro recebe o presidente argentino, Mauricio Macri no Palácio do Planalto durante cerimônia oficial de chegada - José Cruz/Agência Brasil

“Hoje, às 10h30, receberei o presidente da Argentina, Mauricio Macri. É a primeira visita oficial de um chefe de Estado ao Brasil desde a minha posse. Uma grande oportunidade de reforçar os laços de amizade com essa nação-irmã!”, disse Bolsonaro na rede social.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, e sua comitiva, formada por cinco ministros, passam parte desta quarta-feira em Brasília. Em pauta, negociações para acordos bilaterais, além de medidas de flexibilização do Mercosul (bloco que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, uma vez que a Venezuela está suspensa momentaneamente) e a crise na Venezuela.

Apesar de não ter participado da cerimônia de posse de Bolsonaro - com a desculpa de que estava de férias na Patagônia -, Macri chega agora acompanhado de um time importante de ministros. A delegação oficial da Argentina reúne os ministros das Relações Exteriores, da Produção, da Defesa, da Fazenda, de Segurança e Justiça e dos Direitos Humanos. 

Ministro da Justiça, Sergio Moro, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, durante cerimônia oficial de chegada do presidente argentino, Mauricio Macri no Palácio do Planalto - José Cruz/Agência Brasil

Blocos

A discussão sobre o futuro do Mercosul deve incluir a alternativa da adoção de regras que permitam acordos bilaterais entre membros do grupo, outros blocos e países, sem obrigatoriamente passar pela chancela do Mercosul.

Os dois líderes devem conversar também sobre medidas para avançar as negociações do bloco que já estavam em curso até o fim de 2018, como é o caso com a União Europeia, além de propor uma agenda interna que inclua a simplificação da estrutura tarifária, a convergência regulatória e a diminuição de barreiras internas entre países membros.

Venezuela

A crise venezuelana está no foco das preocupações de Bolsonaro e Macri. Assim como o Brasil, a Argentina assinou, no âmbito do Grupo de Lima, que reúne 14 países, declaração conjunta em que não reconhece a legitimidade do segundo mandato do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e defende novas eleições.

Brasil e Argentina atuam em consonância com a Organização dos Estados Americanos (OEA) pela implementação de medidas de transição democrática no país vizinho. Recentemente os dois países, do âmbito do Grupo de Lima, rechaçaram a prisão do presidente da Assembleia Constituinte da Venezuela, Juan Guaidó, um dos principais líderes oposicionistas.

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