Jefte dos Santos estava com o namorado em uma casa de praia em Itanhaém, litoral sul de São Paulo, quando foi preso - Divulgação/ PF
Jefte dos Santos estava com o namorado em uma casa de praia em Itanhaém, litoral sul de São Paulo, quando foi presoDivulgação/ PF
Por O Dia

São Paulo - Um suspeito de envolvimento no assassinato de dois chefes do PCC no Ceará foi preso na manhã desta quarta-feira pela Polícia Federal em São Paulo. Jefte Ferreira dos Santos estava foragido, acusado de envolvimento no assassinato de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, em fevereiro de 2018. Os dois eram chefes de facção que comanda o crime organizado dentro e fora dos presídios.

Segundo o Ministério Público do Ceará, Jefte dos Santos teve participação no duplo homicídio por meio de contribuição na logística e no transporte de executores.

Jefte dos Santos estava com o namorado em uma casa de praia em Itanhaém, litoral sul de São Paulo, quando foi preso. Após a prisão, ele foi levado para a Superintendência da Polícia Federal na capital.

Os agentes da PF apreenderam com Jefte apenas telefones celulares. Ele deverá permanecer em São Paulo até ser transferido para o Ceará, onde o crime foi cometido e onde estão concentradas as investigações do caso.

Relembre o assassinato

Maior liderança solta do PCC, Gegê do Mangue foi assassinado no Ceará no dia 15 de fevereiro de 2018. Os corpos foram encontrados no dia seguinte na mata de uma reserva indígena, em Aquiraz, a 30 quilômetros de Fortaleza, no litoral leste do estado. Gegê era considerado um dos membros da cúpula da facção.

Com Gegê, também foi encontrado morto Fabiano Alves de Souza, o Paca. O Ministério Público do Estado de São Paulo suspeita que o crime tenha sido motivado por disputas internas da facção.

As mortes teriam ocorrido na madrugada de sexta-feira e os corpos foram encontrados na manhã seguinte. Testemunhas relataram à polícia cearense que um helicóptero pousou na região e logo depois foram ouvidos uma sequência de disparos. Investigadores paulistas acreditam que tenha sido montada uma emboscada contra Gegê e Paca.

Os corpos só foram identificados horas depois, mas a mensagem se espalhou rapidamente pelo sistema prisional paulista dando conta da morte de Gegê.

 

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