Relator diz que tem remetido reclamações como as de Flavio Bolsonaro ao lixo

Marco Aurélio Mello foi sorteado relator do caso que apura movimentações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito; na quinta-feira Luiz Fux, que está no plantão do Judiciário, suspendeu o processo

Por O Dia

Ministro Marco Aurélio Mello foi sorteado relator do caso no STF
Ministro Marco Aurélio Mello foi sorteado relator do caso no STF -

Rio - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello disse que tem rejeitado pedidos parecidos com o da defesa do senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL-RJ) em suas últimas decisões. A informação foi dada em entrevista ao blog da jornalista Andréia Sadi no site G1. O ministro disse que vai decidir sobre o caso no dia 1º de fevereiro. Marco Aurélio Mello foi sorteado relator do caso no STF.

"O Supremo não pode variar, dando um no cravo outro na ferradura. Processo não tem capa, tem conteúdo. Tenho negado seguimento a reclamações assim, remetendo ao lixo”, afirmou o ministro à jornalista.

Na quinta-feira, ministro Luiz Fux, que está de plantão, decidiu acolher liminar da defesa de Flavio Bolsonaro e suspender o procedimento investigatório criminal que apura movimentações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito e de outros assessores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

O Estadão/Broadcast apurou que a defesa do senador eleito Flavio Bolsonaro alegou, em seu pedido, que o parlamentar vai ganhar foro perante o Supremo Tribunal Federal, já que assumirá em fevereiro, e que, por isso, a Corte deveria analisar a quem caberia investigar o caso.

Em dezembro, o Ministério Público do Rio de Janeiro instaurou 22 procedimentos para apurar as movimentações atípicas detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) envolvendo servidores e políticos. As investigações estavam sendo conduzidas pela promotoria fluminense já que Flávio e os outros 21 políticos atuavam na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A decisão foi tomada pelo ministro Luiz Fux, vice-presidente do Supremo, nesta quarta-feira, 16, mesmo dia em que o pedido foi protocolado na Corte. Fux está exercendo interinamente a presidência da Corte por conta das férias do ministro Dias Toffoli e é responsável pelo plantão durante o período de recesso judiciário. 

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