STF mantém afastada juíza que deixou adolescente em cela com homens

O colegiado julgou um recurso da União contra a decisão individual do ministro Marco Aurélio, que suspendeu uma decisão do CNJ, determinando que a juíza ficasse em disponibilidade, pena administrativa que equivale a dois anos de suspensão das funções

Por Agência Brasil

Antonio Carlos Rodrigues Junior, preso no lugar de um criminoso que roubou a cônsul-geral adjunta da Venezuela no Rio, aguarda a soltura do motorista que ficou sete dias detido na Cadeia de Benfica, na Zona Norte do Rio. O ofício confirmando a soltura foi entregue somente na noite desta sexta-feira depois de dias de angústia para a família de Prw, como o homem é conhecido entre os amigos. Na foto Leonardo Ribeiro( irmao do preso) com uma bandeira com a foto do irmao e a esposa de preto e cabelo logo, Inggred Luna. Foto: Daniel Castelo Branco / Agencia O Dia
Antonio Carlos Rodrigues Junior, preso no lugar de um criminoso que roubou a cônsul-geral adjunta da Venezuela no Rio, aguarda a soltura do motorista que ficou sete dias detido na Cadeia de Benfica, na Zona Norte do Rio. O ofício confirmando a soltura foi entregue somente na noite desta sexta-feira depois de dias de angústia para a família de Prw, como o homem é conhecido entre os amigos. Na foto Leonardo Ribeiro( irmao do preso) com uma bandeira com a foto do irmao e a esposa de preto e cabelo logo, Inggred Luna. Foto: Daniel Castelo Branco / Agencia O Dia -

Belém - A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira, manter a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que afastou de suas funções a juíza Clarice Maria de Andrade. Em 2007, a juíza foi acusada de manter uma adolescente de 15 anos presa em uma cela com cerca de 30 homens, em Abaetetuba (PA).

O colegiado julgou nesta tarde um recurso da União contra a decisão individual do ministro Marco Aurélio, que suspendeu uma decisão do CNJ, proferida em 2016, determinando que a juíza fique em disponibilidade, pena administrativa que equivale a dois anos de suspensão das funções, mas com recebimento de salário.

Por 4 votos a 1, o colegiado entendeu que a punição do CNJ foi adequada porque a magistrada deixou de cumprir suas funções ao tomar conhecimento da prisão da adolescente e não providenciar as medidas para sanar a ilegalidade.

De acordo com o processo, em 2007, Clarice Maria de Andrade foi notificada pela polícia local, que pediu “em caráter de urgência” a transferência da adolescente, alertando para o risco de ela “sofrer todo e qualquer tipo de violência por parte dos demais”. As apurações mostraram que o pedido de transferência só foi emitido mais de dez dias depois.

Na ocasião, a magistrada disse que passou a responsabilidade de comunicar à corregedoria o pedido de transferência da adolescente ao diretor da secretaria do juízo no mesmo dia em que recebeu o ofício policial, mas o servidor e outros funcionários desmentiram essa versão.

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