Número de mortes em Brumadinho sobe para 165

De acordo com a Defesa Civil, há ainda 160 desaparecidos

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Bombeiros que trabalham nas buscas em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte, fizeram hoje por volta das 12h40 uma cerimônia de homenagem às vítimas e famílias atingidas pelo rompimento da barragem de rejeito da Mina Córrego do Feijão
Bombeiros que trabalham nas buscas em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte, fizeram hoje por volta das 12h40 uma cerimônia de homenagem às vítimas e famílias atingidas pelo rompimento da barragem de rejeito da Mina Córrego do Feijão -

Minas Gerais - Subiu para 165 o número de mortos pelo rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, Minas Gerais. De acordo com a Defesa Civil, há ainda 160 desaparecidos. Na manhã deste domingo, 17º dia de buscas por vítimas, os trabalhos foram retomados pelos bombeiros com o auxílio de 35 máquinas pesadas e 11 aeronaves.

Os focos de buscas por vítimas estão na usina de instalação de tratamento de minério (ITM) na parte administrativa - refeitório, casa e estacionamento - na área da ferrovia e em locais de acúmulo de rejeitos.

O efetivo total envolvido é de 352 pessoas, com 35 equipes em campos, das quais 150 militares do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, 129 bombeiros militares de outros Estados, 64 integrantes da Força Nacional de Segurança e 9 voluntários. Também reforçam as buscas 19 cães farejadores.

A barragem 1 da mina Córrego do Feijão em Brumadinho se rompeu no dia 25 de janeiro. Os rejeitos atingiram a área administrativa da empresa, uma pousada e comunidades que moravam perto da mina.

As causas da tragédia ainda não foram esclarecidas. A principal linha de investigação sobre as causas do colapso é o acúmulo anormal de água e a falha no sistema de drenagem da barragem.

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