Bebianno afirma que foi 'escolhido para Cristo' por jornal para atingir Planalto

Crise no governo determinou sua exoneração nesta segunda-feira

Por ESTADÃO CONTEÚDO

O desfecho da crise Bebianno veio após um fim de semana tenso, marcado por reuniões no Palácio da Alvorada e o isolamento de agora ex-ministro em um hotel de Brasília
O desfecho da crise Bebianno veio após um fim de semana tenso, marcado por reuniões no Palácio da Alvorada e o isolamento de agora ex-ministro em um hotel de Brasília -

Brasília - O ex-ministro Gustavo Bebianno adotou um tom ameno em relação ao presidente Jair Bolsonaro em entrevista à rádio Jovem Pan, a primeira após a crise da última semana, que culminou em sua demissão. Bebianno afirmou que foi "escolhido para Cristo", em uma tentativa de atingir o Palácio do Planalto.

A crise foi iniciada após reportagem da Folha de S. Paulo ligar Bebianno à supostas candidaturas laranjas no PSL. "No caso de Pernambuco, o Luciano Bivar, que é presidente do partido, não tem relação mais direta com o presidente, não faz parte do ministério atual. A Folha interpretou que, para alcançar o presidente, tinha que me envolver, me escolheram para cristo para atingir Bolsonaro", disse o ex-ministro à Jovem Pan.

Como argumento, Bebianno cita denúncia parecida em Minas Gerais, em que foi envolvido o ministro do Turismo do governo, Marcelo Álvaro Antônio. "O interesse era atingir o presidente da República", disse.

Ele ainda reiterou que falou três vezes com o presidente após a publicação da matéria que o envolvia. O fato foi negado pelo filho do chefe de Estado, Carlos Bolsonaro, que o chamou de 'mentiroso' e, depois, pelo próprio Bolsonaro.

Bebianno disse que enviou uma satisfação tanto para o presidente quanto para os generais que fazem parte da alta cúpula do governo.

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