Idoso pobre vai preferir os R$ 400 do BPC ao Bolsa Família, diz Marinho

Segundo secretário especial de Previdência e Trabalho, nova Previdência prevê antecipar o pagamento do benefício, hoje concedido aos 65 anos, para quem completa 60, mas em um valor menor de que um salário mínimo

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho
Secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho -

São Paulo - O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, defendeu nesta sexta-feira, em entrevista para a radio Jovem Pan, as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) no projeto de reforma da previdência do governo Jair Bolsonaro enviado ao Congresso Nacional.

Segundo Marinho, não haverá mudanças no BCP para quem possui alguma deficiência, mas apenas para as pessoas que recebem o benefício em razão da idade e da baixa renda.

A proposta do governo, segundo Marinho, prevê antecipar o pagamento do benefício, hoje concedido aos 65 anos, para quem completa 60 anos, mas em um valor menor de que um salário mínimo. "Esse cidadão que tem 60 anos tem dificuldade de se inserir no mercado de trabalho e recebe em média R$ 129. Se perguntar se essa pessoa gostaria de ganhar R$ 400, três vezes mais do que ganha hoje, não tenho dúvida da reposta", comentou.

De acordo com Marinho, a proposta de mudança no BPC acarreta um acréscimo entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões nos gastos com a concessão do benefício. "Não há desejo de suprimir os recursos dos mais pobres. No projeto, deixamos claro qual são as fontes de custeio da assistência", disse.

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