'Moro tem a nossa confiança', diz ministro da Defesa

Durante comemoração de 20 anos de criação do Ministério da Defesa, Bolsonaro dedicou parte de seu discurso para enaltecer sua equipe ministerial

Por Agência Brasil

Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa
Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa -
Brasília - O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou, nesta segunda-feira, que o ministro Sergio Moro, titular da pasta da Justiça e Segurança Pública, tem a sua confiança. A declaração foi uma referência à reportagem do site de notícias The Intercept Brasil, divulgada no último domingo, que revelou trechos de mensagens atribuídas a Moro e a membros da força-tarefa da Lava Jato que apontariam para uma suposta “colaboração proibida” entre o então juiz federal e os procuradores.

"Preciso me aprofundar nesse fato recente, vamos ver o que realmente aconteceu, mas uma coisa eu falo, o ministro Moro tem a total confiança nossa. Ele é um homem de muito respeito e do bem", disse Azevedo e Silva a jornalistas, logo após participar da cerimônia de 20 anos de criação do Ministério da Defesa. O evento contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro, do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, além de ministros e diversas autoridades.


O presidente Bolsonaro dedicou parte de seu discurso para enaltecer sua equipe ministerial. "Econtramos uma nação bastante sofrida na questão ética, moral e econômica. Mas, com o time como esse que nós temos, que são gente do povo, muitos abriram mão de coisas particulares para estar entre nós", disse.

20 anos
O ministério da Defesa foi criado em 1999 para reforçar a articulação das Forças Armadas e melhorar a relação com as outras áreas do Estado. A pasta reuniu os então ministérios da Marinha e do Exército, criados em 1822, e o da Aeronáutica, criado em 1921. Na cerimônia de hoje, também foi entregue a medalha Ordem do Mérito da Defesa, a um total de 231 personalidades.

Ao comentar sobre a criação da pasta, Bolsonaro disse ter sido contra a medida por entender, na época, que o objetivo era retirar os militares "das discussões dos grandes temas nacionais", já que, até o governo Temer, apenas civis haviam ocupado a função. O presidente disse que faltava alguém na pasta que entendesse do assunto.

"Assim como eu escolhi um ministério técnico, os 22 ministros, entre eles, o da Defesa, nós, que pese alguns altos e baixos durante esses anos todos, carecíamos de alguém que entedesse da questão, que tratasse dos problemas realtivos às Forças Armadas, pelo bem do Brasil, com conhecimento de causa. O presidente anterior deu o primeiro passo, escolhendo para ocupar a Defesa um general do Exército, Silva e Luna. Começou uma mudança ali e reconheço esse trabalho do governo Temer. Nós já tínhamos isso [indicar um militar] como decisão nossa", afirmou.

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