'O mundo inteiro está repercutindo pessimamente a intervenção do presidente na Assembleia Geral das Nações Unidas', disse o governador de São Paulo João Doria - Eduardo Carmim/Parceiro/Agência O Dia
'O mundo inteiro está repercutindo pessimamente a intervenção do presidente na Assembleia Geral das Nações Unidas', disse o governador de São Paulo João DoriaEduardo Carmim/Parceiro/Agência O Dia
Por O Dia
Rio - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), criticou o discurso do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira. O tucano elencou quatro problemas e classificou como "inadequada" e "inoportuna" a fala do presidente. Doria emendou que faltou "bom senso" a Bolsonaro. As declarações foram feitas durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo.
"Primeiro, inadequado. Segundo, inoportuno. Terceiro, sem referências que pudessem trazer respeitabilidade e confiança ao Brasil no plano ambiental, no plano econômico e no plano político. Quarto, péssima repercussão internacional. O mundo inteiro está repercutindo pessimamente a intervenção do presidente na Assembleia Geral das Nações Unidas”, disse o governador.
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O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta terça-feira, que o discurso feito na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta manhã, "não foi agressivo". "Foi um discurso bastante objetivo e contundente, não foi agressivo, eu estava buscando restabelecer a verdade das questões que estamos sendo acusados no Brasil", disse Bolsonaro a jornalistas.

A jornalistas, o presidente brasileiro disse que não citou diretamente o presidente da França, Emmanuel Macron. "Eu não citei o nome do Macron, nem da Angela Merkel, chanceler da Alemanha, citei a França e a Alemanha como países que mais de 50% do seu território é usado na agricultura, no Brasil é apenas 8%, tá ok?", disse.
O presidente não teve encontros bilaterais agendados com líderes de outros países durante sua passagem que deve durar cerca de 30 horas em Nova York. A justificativa do Planalto e do Itamaraty para a ausência de outros compromissos oficiais é a condição de saúde do presidente, que se recupera de uma cirurgia. Ele chegou no fim da tarde da segunda-feira ao hotel onde está hospedado em Nova York e saiu para jantar em um restaurante italiano próximo, por cerca de duas horas. Ele ainda segue limitações de alimentação, segundo médicos.