Bolsonaro e Lula: um dia dedicado a trocas de ofensas e acusações

Pelo Twitter, presidente ataca: 'Canalha'. Em discurso no ABC, petista insinua ligação com milícias

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Lula discursou em frente ao Sindicato Metalúrgicos do ABC, no Centro de São Bernardo do Campo
Lula discursou em frente ao Sindicato Metalúrgicos do ABC, no Centro de São Bernardo do Campo -

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, ontem, de seu primeiro ato público após ser libertado, na sexta-feira, em função da decisão do STF que derrubou prisões de condenados em segunda instância. Para milhares de pessoas, em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), o ex-presidente partiu para o confronto. "Moro era um canalha que estava me julgando. O Dalagnol não representa a Procuradoria", discursou, atacando, ainda, as TVs Globo, Record e SBT.

Também ontem, o presidente Jair Bolsonaro reagiu, no Twitter, à libertação de Lula: "Não podemos cometer erros. Não dê munição ao canalha". Pouco depois, na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou: "Lula está solto, mas continua com todos os crimes dele nas costas".

Contra-ataque

Em São Bernardo do Campo, Lula contra-atacava: "Democraticamente, ele (Bolsonaro) foi eleito para governar para todos os brasileiros, não para milicianos". "O que queremos agora é que todos os processos contra mim sejam anulados. O Moro é mentiroso. Isso (os processos) foi para me tirar da disputa eleitoral", completou.

No Twitter, o ministro da Justiça, Sergio Moro, postou: "Não respondo a criminosos. Algumas pessoas só merecem ser ignoradas", escreveu em seu perfil pessoal.

Lula prometeu, ainda, um novo discurso. "Dentro de 20 dias vou fazer um pronunciamento. Não tenho mais o direito de sentir ódio. Estou de bem com a vida e vou lutar".

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