Bruno Covas tem sangramento no fígado e vai para a UTI

Prefeito de São Paulo está internado desde domingo no Hospital Sírio-Libanês para a quarta das sessões de quimioterapia a que vem sendo submetido para tratar um câncer no sistema digestivo

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Ainda não há previsão de alta hospitalar para o prefeito de São Paulo
Ainda não há previsão de alta hospitalar para o prefeito de São Paulo -
São Paulo - O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), teve um sangramento no fígado na tarde desta quarta-feira, 11, e foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, onde está internado desde domingo para a quarta das sessões de quimioterapia a que vem sendo submetido para tratar um câncer no sistema digestivo.

Segundo o boletim médico divulgado pela Prefeitura nesta tarde, o sangramento se deu após procedimento para demarcação da lesão tumoral. Ao constatarem o sangramento intra-hepático (na parte interna do fígado), os médicos fizeram uma arteriografia (procedimento radiológico com injeção de contraste) e o bloqueio da circulação na área afetada (a embolização do foco de sangramento), procedimento descrito no boletim como "minimamente invasivo".

A ida para a UTI, após esse procedimento, se deu para o monitoramento de Covas, segundo o boletim médico assinado pelos médicos Fernando Ganem, diretor de Governança Clínica do Sírio, e Maria Beatriz Souza Dias, diretora clínica do hospital. O boleitm não explica o motivo de o prefeito estar fazendo a demarcação da lesão. Em geral, esse procedimento ocorre antes de cirurgias ou para auxiliar no monitoramento dessas lesões.

Os médicos informaram, na segunda-feira, 9, que o tratamento vinha dando resultados e as lesões cancerígenas estavam diminuindo de tamanho. O fígado é um dos órgãos atingidos pelo câncer que ataca o prefeito. Os tumores malignos haviam sido detectados na cardia, área de transição do esôfago para o estômago, e sofrido metástase para o fígado e para linfonodos da região abdominal.

Em entrevista coletiva ocorrida na segunda, 9, no auditório do Sírio, o médico Tulio Pfifer, um dos especialistas que acompanham o prefeito, havia dito que o tumor do fígado havia tido "redução expressiva", após a primeiro ciclo de quimioterapia, que consistiu em três sessões.

O prefeito de São Paulo, de 39 anos, que não se licenciou, passa nesta semana pela segundo ciclo do tratamento, que consiste em cinco sessões até fevereiro.
Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia

Comentários