Polícia Federal faz operação para prender armeiros que abasteciam garimpos e facções em Roraima

Há indícios de que os suspeitos também operavam diretamente a exploração ilegal de ouro em terras indígenas

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Rio - A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira a Operação K'daai Maqsin para desarticular uma quadrilha que seria responsável pela fabricação ilegal de armas e munições que abasteceriam garimpos e facções criminosas em Roraima. Há indícios de que os suspeitos também operavam diretamente a exploração ilegal de ouro em terras indígenas, diz a corporação.

Mais de 80 policiais federais cumprem dez mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão nos Estados do Amazonas e Roraima. Os mandados foram expedidos pela Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas da Justiça Estadual de Roraima.

O nome da operação faz referência a uma divindade maligna da cultura iacuta - turcomanos que habitam região próxima à Sibéria, indicou a Polícia Federal. De acordo com a corporação, K'daai Maqsin seria "o ferreiro-chefe do submundo e associado às perversões da arte da forja".

A PF informou que a investigação, que teve apoio do Ministério Público do Estado de Roraima e da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, foi iniciada após a identificação de um galpão de Boa Vista que poderia estar sendo utilizado como oficina para a fabricação das armas.

A corporação apurou então que uma rede de armeiros irregulares estariam operando no Estado, contando ainda com o apoio de um estabelecimento comercial familiar que operaria com aparente legalidade. Os principais crimes investigados são a participação em associação criminosa e o comércio ilegal de arma de fogo.
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