Presidente da República, Jair Bolsonaro, e o governador Wilson Witzel durante cerimônia de entrega da Medalha do Mérito Industrial do Estado do Rio de Janeiro, na Firjan - Fernando Frazão/Agência Brasil
Presidente da República, Jair Bolsonaro, e o governador Wilson Witzel durante cerimônia de entrega da Medalha do Mérito Industrial do Estado do Rio de Janeiro, na FirjanFernando Frazão/Agência Brasil
Por O Dia
Rio - O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC-RJ) se referiu ao presidente Jair Bolsonaro como "esse sujeito" para chamá-lo de "irresponsável", em um grupo de Whatsapp de governadores. A informação foi publicada pela coluna 'Painel' do jornal Folha de São Paulo nesta quinta-feira.
O contexto é o desafiou que Bolsonaro lançou ontem de que governadores zerassem o ICMS sobre combustíveis.
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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), rebateu publicamente o "desafio" feito pelo presidente. O tucano chamou de "populista e pouco responsável" a atitude do chefe do Planalto, de cobrar dos Estados a redução do ICMS sobre o produto.

Mais cedo, Bolsonaro voltou a responsabilizar os Estados pela alta do preço nos combustíveis. "Eu zero o (imposto) federal, se zerar ICMS. Está feito o desafio aqui. Eu zero o (imposto) federal hoje e eles (governadores) zeram ICMS. Se topar, eu aceito. Está ok?", afirmou.

O comentário foi uma reação a críticas de governadores sobre a intenção do governo federal de alterar a forma de cobrança de ICMS sobre a gasolina e o diesel.

Na sequência, após reuniões com senadores do PSDB em Brasília, Doria devolveu. "Na base da bravata, a bravata me lembra populismo, populismo me lembra algo ruim para o Brasil", disse o tucano, afirmando que os governadores poderiam, mas não foram chamados para um diálogo com Bolsonaro sobre o assunto.

Para Doria, o presidente da República não pode "jogar no colo" dos governadores a responsabilidade, pois a União tem incidência maior no preço dos combustíveis. "Mas a imposição aos governadores dos Estados brasileiros do que cabe a eles, a responsabilidade na redução do ICMS e consequentemente do preço dos combustíveis, é uma atitude populista e ao meu ver pouco responsável."

O preço dos combustíveis marca mais uma disputa de discursos entre Jair Bolsonaro e João Doria, possíveis adversários na disputa presidencial de 2022.

"Entendimento se faz reunindo, agrupando, não se faz por WhatsApp. Eu não conheço governo por WhatsApp", provocou o governador.